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Operários da Autoeuropa exigem aumentos de 4% e 400 pessoas nos quadros

Fotografia: João Girão/Global Imagens
Fotografia: João Girão/Global Imagens

Conheça as principais propostas da comissão de trabalhadores da fábrica de Palmela para o caderno reinvindicativo de 2019.

Aumentos salariais de 4%, integração de 400 pessoas nos quadros e compromisso para não haver despedimentos coletivos. Estas são as principais exigências da comissão de trabalhadores da Autoeuropa para a negociação do caderno reivindicativo para 2019. O pacote foi apresentado na quarta-feira, depois do fim das negociações, sem sucesso, em relação ao pagamento da produção aos domingos.

Os operários da Autoeuropa querem receber um aumento salarial de 4%, com um mínimo de 36 euros, e que entre em vigor a partir de 1 de janeiro de 2019. A comissão de trabalhadores exige também um “prémio de laboração contínua” de 100% “por cada sábado e 100% por cada domingo trabalhado” e um “prémio único de reconhecimento” de 500 euros, a ser pago em janeiro de 2019, segundo o documento interno a que o Dinheiro Vivo teve acesso.

A integração de 400 pessoas nos quadros também é uma das principais exigências dos representantes dos trabalhadores. A CT quer que a administração se comprometa a “converter até setembro de 2019 a passagem de 400 contratos a prazo em contratos sem termo”.

Os 5700 operários da fábrica de Palmela também querem que a empresa se comprometa “a não fazer nenhum despedimento coletivo durante a vigência” do acordo laboral. E que “caso se verifiquem alterações significativas na situação da empresa ou do contexto envolvente”, CT e administração devem “analisar a situação com o objetivo de encontrar a melhor solução para os trabalhadores e para o futuro da empresa”.

Se existirem “reduções drásticas de volume de produção”, a Autoeuropa começará por descontinuar os turnos de domingo e, depois, os turnos de sábado, refere o documento.

Em relação ao tempo de trabalho, os operários querem três dias adicionais de descanso, além dos 22 férias. Dos três dias extra, dois serão extensíveis a todos os funcionários; haverá ainda um dia de descanso adicional para os trabalhadores que cumprirem os critérios de absentismo. Os 5700 funcionários da Autoeuropa querem ainda que as pausas intercalares passem de sete para dez minutos em todos os turnos.

O atual acordo laboral na Autoeuropa é válido até ao final de 2018 e foi aprovado no início de março pelos trabalhadores da empresa, com efeitos retroativos a outubro de 2017.

Além do aumento salarial de 3,2%, os operários conseguiram a integração de 250 trabalhadores com contratos a prazo, gratificações de 100 ou 200 euros conforme a antiguidade e o pagamento de bolsas de estudo para filhos de funcionários que estejam a frequentar o ensino superior.

 

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