Porto de Setúbal

Setúbal: Operestiva disposta a negociar se estivadores voltarem ao trabalho

Veículos estacionados no porto de Setúbal, durante a greve dos estivadores precários, em Setúbal, 14 de novembro de 2018. Em causa está um diferendo laboral desencadeado por um grupo de estivadores precários e a empresa de trabalho portuário Operestiva, que afeta várias empresas, entre as quais a Autoeuropa. ANDRÉ AREIAS/LUSA
Veículos estacionados no porto de Setúbal, durante a greve dos estivadores precários, em Setúbal, 14 de novembro de 2018. Em causa está um diferendo laboral desencadeado por um grupo de estivadores precários e a empresa de trabalho portuário Operestiva, que afeta várias empresas, entre as quais a Autoeuropa. ANDRÉ AREIAS/LUSA

A empresa diz-se disposta a sentar-se com sindicatos, mas só se trabalhadores regressarem ao trabalho.

A empresa de trabalho portuário Operestiva , detida pela Yilport e Naviport, responsáveis pelos dois terminais do Porto de Setúbal que se encontram sem movimento há uma semana devido ao protesto dos estivadores precários, diz que está disponível a negociar com o Sindicatos dos Estivadores e da Atividade Logística (SEAL) com vista à normalização das operações na estrutura.

Em comunicado, diz que “até à data, nenhuma das empresas portuárias [Yilport e Navipor] recusou reunir com o SEAL, desde que tal ocorra em segurança”.

”A Operestiva e as demais empresas estão disponíveis, como sempre estiveram, para reunir com o sindicato, desde que a greve seja cancelada”.

“As administrações das empresas continuam na disposição de proceder à contratação imediata, e sem termo, de 30 trabalhadores, comprometendo-se também a aumentar as contratações nos próximos meses, caso as cargas perdidas regressem ao porto de Setúbal”, junta.

A paralisação dos estivadores precários afetos a dois dos terminais do porto de Setúbal, desde o dia 5, levou ao cancelamento das escalas dos navios de carga contentorizada da última semana e ameaça limitar as operações da Autoeuropa, que admite a possibilidade de parar a produção.

A fábrica de Palmela tem já mais de cinco mil carros parados à espera de serem transportados para a Alemanha, com capacidade de armazenamento de viaturas limitada, até mais três mil viaturas, em Setúbal, nos seus parques e na Base Aérea do Montijo.

A Confederação Empresarial Portuguesa (CIP) já veio considerar a situação em Setúbal “está a atingir dimensões insustentáveis”. O presidente, António Saraiva, apelou à intervenção do governo para a resolução do diferendo entre estivadores precários e a empresa de trabalho portuário Operestiva, detida maioritariamente pelo grupo turco Yilport.

Na Operestiva há 10 trabalhadores efetivos. Outros 90 são eventuais recrutados diariamente e exigem que a empresa se sente à mesa com o Sindicato dos Estivadores e da Atividade Logística (SEAL) para a negociação de um contrato coletivo. Querem que parte do grupo seja contratado, mas que haja também garantias de que os trabalhadores que ficarem sem vínculo realizarão turnos extra que até aqui são entregues prioritariamente a efetivos.

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