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“Orgulho no legado” da PT Portugal leva Altice a manter Meo e Sapo

(Filipe Amorim / Global Imagens)
(Filipe Amorim / Global Imagens)

Alexandre Fonseca desmentiu que o fim da marca Meo alguma vez tenha estado em cima da mesa, como chegou a ser noticiado.

O Meo Arena deixou de ser Meo para passar a ser Altice. Mas isso não significa que a marca vá desaparecer. Cem dias depois da atual gestão da Altice Portugal ter assumido o comando, a comissão executiva da empresa subiu ao palco do maior recinto de espetáculos do país para esclarecer as crises de identidade.

“Clarificámos de forma inequívoca quem somos. Somos a Altice Portugal. Em edifícios emblemáticos de todo o país vamos fazer um rebranding de forma suave. Não temos vergonha do passado, por isso vamos manter as marcas Meo, Moche, Sapo, Uzo e PT Empresas. São marcas histórias e líderes de mercado, não vamos abandoná-las”, sublinhou Alexandre Fonseca esta terça-feira.

Antes do evento destinado aos jornalistas, o presidente da Altice Portugal tinha reunido 1500 líderes da empresa para partilhar os pilares da estratégia do grupo para o país.

Alexandre Fonseca desmentiu que o fim da marca Meo alguma vez tenha estado em cima da mesa, como chegou a ser noticiado. O responsável justificou a manutenção dos ícones da antiga PT Portugal com os elevados “índices de notoriedade e investimento” que representam, pelo que a Altice aproveitaria mais o seu valor se os mantivesse intactos. “A marca Meo não era para acabar. Nenhuma marca era para acabar”.

Nos últimos dias, o símbolo da Altice substituiu o da PT no edifício do grupo na Avenida Fontes Pereira de Melo e na Torre de Monsanto, em Lisboa, e a na rua Tenente Valadim e no Monte da Virgem, no Porto. Mas há outros no qual se mantém. “Não temos vergonha, temos orgulho da herança da PT Portugal. Não vem mal ao mundo que a imagem da PT se mantenha em alguns sítios”, sublinhou.

Alexandre Fonseca fez questão de referir que Portugal é a “joia da coroa” do grupo Altice, e que o ritmo de investimento dos últimos anos é para manter. Nos últimos três anos o grupo investiu 1200 milhões de euros no país. Cerca de 400 milhões foram aplicados em infraestruturas. “Somos provavelmente o maior investidor em Portugal. É o nosso legado para o país”, salientou.

Entre os investimentos realizados, o responsável destacou o esforço que o grupo tem feito para”dotar Portugal de uma das maiores e melhores redes móveis a nível europeu”, revelando que a tecnologia 4G está prestes a chegar a 60% da população portuguesa.

Ainda no capítulo do investimento entra o data center do grupo na Covilhã, “um dos mais evoluídos da Europa”, que nos últimos meses recebeu perto de quatro milhões de euros.

Naquele que foi considerado “um dia histórico” para a Altice Portugal pelos responsáveis do grupo, foi ainda apresentada a nova campanha da Meo, que contará com a participação da robô Sophia.

A Altice apresenta os resultados de 2017 na próxima quinta-feira. Sem querer antecipar o que vem daí, Alexandre Fonseca destacou apenas que “é provável que haja uma inflexão de algumas tendências”.

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