Centros Comerciais

“Os lojistas querem sobreviver, não nos afundem”.Lojistas pedem apoio em outdoor

Outdoor da AMRR junto ao Parlamento

Fotografia: D.R.
Outdoor da AMRR junto ao Parlamento Fotografia: D.R.

Associação, que representa 130 marcas de retalho e restauração, pede apoio em outdoor junto ao Parlamento quando se discute e vota proposta do PCP.

“Os lojistas querem sobreviver, não nos afundem” é a mensagem no outdoor colocado pela Associação de Marcas de Retalho e Restauração (AMRR) junto ao Parlamento na semana em que se vai debater na Assembleia da República a proposta do PCP para que os lojistas paguem, até março de 2021, apenas a renda variável aos centros comercias. A Associação Portuguesa de Centros Comerciais (APCC) já alertou que a proposta poderá levar à falência de 20% dos shoppings em Portugal até ao final do ano.

“A defesa da recuperação económica portuguesa e a salvaguarda de emprego não tem cor política, pelo que é um excelente sinal que diferentes partidos venham agora apresentar as suas propostas para que não hajam subsetores da economia que sejam privilegiados com a não aplicação de sacrifícios na maior crise económica do século. Apelamos agora aos restantes partidos políticos, e ao Governo, para não ignorarem o tsunami em curso e tomarem as suas posições ao apresentarem e implementarem propostas concretas”, diz Miguel Pina Martins, presidente da Associação de Marcas de Retalho e Restauração, citado e nota de imprensa.

A AMRR destaca ainda o facto de o PSD ter incluído no seu Programa de Recuperação uma proposta de reduzir este ano as rendas comerciais em 28%, assegurando aos senhorios individuais e PME uma compensação fiscal com vista a evitar qualquer perda de rendimento.

O PCP – com a proposta de alteração à Proposta de Lei nº 33/XIV/1.ª do Orçamento Suplementar, que será discutida e votada na especialidade, pela Comissão de Orçamento e Finanças, nos dias 30 de junho e 1 de julho, para ser incluída no orçamento suplementar, cuja votação final global será no dia 3 de julho – vai mais longe. Defende que, “nos casos em que sejam aplicáveis formas específicas de contratos de exploração de imóveis para comércio e serviços em centros comerciais, não são devidos quaisquer valores a título de rendas mínimas, até 31 de março de 2021, sendo apenas devido aos proprietários dos centros comerciais o pagamento da componente variável da renda, calculada sobre as vendas realizadas pelo lojista, mantendo-se ainda a responsabilidade, da parte dos lojistas, pelo pagamento de todas as despesas contratualmente acordadas, designadamente as referentes a despesas/encargos comuns.”

Mas se a proposta é aplaudida pela AMRR – associação criada em 2020 e que representa 130 marcas dos setores do Retalho e Restauração que, em conjunto, detêm 2200 lojas em cerca de 120 conjuntos comerciais – o mesmo não se pode dizer da APCC.

A associação, que representa os maiores operadores de shoppings centers nacionais, alerta que a proposta possa levar, até ao final do ano, à insolvência de mais de 20% dos centros comerciais, ao encerramento de mais de 2 mil lojas, e a uma perda aproximada de 25 mil postos de trabalho diretos e 50 mil indiretos.

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