Indústria 4.0

Os próximos ténis da Adidas já serão feitos por robots

Adidas quer produzir meio milhão de sapatos por ano graças às fábricas robotizadas. Fotografia: REUTERS/Toby Melville
Adidas quer produzir meio milhão de sapatos por ano graças às fábricas robotizadas. Fotografia: REUTERS/Toby Melville

Marca alemã quer aproximar-se dos clientes europeus e norte-americanos com produtos mais personalizados

A Adidas vai começar a ter fábricas robotizadas a partir do próximo ano. A empresa alemã de calçado vai abrir uma unidade em Atlanta, nos Estados Unidos, que vai apostar na automatização e na digitalização de processos.

Esta é uma tentativa de a fabricante alemã aproximar-se dos clientes europeus e norte-americanos numa altura em que se regista o aumento dos salários dos trabalhadores na Ásia e do período de transporte dos produtos.

“Isto permite-nos fabricar produtos para o consumidor, com o consumidor, onde ele vive, em tempo real”, referiu o responsável da marca, Eric Liedtke, citado pelo Expansión. A Adidas também quer ter uma oferta mais personalizada para os clientes.

Co-bots: Estes robots estão lado a lado com os trabalhadores

A Adidas fechou praticamente todas as fábricas na Alemanha em 1993 e deslocalizou a produção para a China e o Vietname para reduzir os custos de produção.

A abertura da fábrica de Atlanta, que vai criar, ainda assim, 160 postos de trabalho, também é uma resposta à rival norte-americana Nike, que tem sido criticada nos últimos anos por usar fábricas clandestinas na Ásia para produzir sapatos. Em 2015 prometeu que vai criar 10 mil postos de trabalho nos EUA até 2025 para subir a produção local, além de estar a trabalhar para melhor as condições das unidades no estrangeiro.

A Adidas também vai abrir uma segunda fábrica robotizada em Ansbach, na Alemanha. Em conjunto com a unidade de Atlanta poderão produzir por ano meio milhão de sapatos desportivos e não desportivos.

Comentários
Outras Notícias que lhe podem interessar
Outros conteúdos GMG
Hoje
lisboa casas turismo salarios portugal

Turismo em crise já pensa no day after

O ministro da Economia, Pedro Siza Vieira. TIAGO PETINGA/LUSA

Governo estima que mais de um terço dos empregados fique em lay-off

Mário Centeno, Ministro das Finanças.
Fotografia: Francois Lenoir/Reuters

Folga rara. Custo médio do petróleo está 10% abaixo do previsto no Orçamento

Os próximos ténis da Adidas já serão feitos por robots