Grande Conferência Empresas na Caixa

Os sapatos também nascem em árvores

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Longe vão os tempos em que a cortiça era apenas usada para
rolhas. Hoje é um produto a que cada vez mais indústrias recorrem –
e o sector do calçado tem conseguido rentabilizar este material
ecológico.

Quando decidiu criar a Rutz, Raquel Castro, uma das sócias da
empresa, tinha em mente “um produto 100% nacional e que
transmitisse ao máximo essa portugalidade”. Numa primeira fase,
por uma questão de paixão, a ideia passou pelos sapatos, mas o lado
prático também pesou: é um sector em constante crescimento e que
tem ganho notoriedade e prestígio nos mercados internacionais.

A aposta na cortiça foi “uma questão de diferenciação”. A
Rutz queria colocar no mercado “sapatos com um design moderno”,
mas em vez da pele optou por “um material muito português, que
permite, de futuro, trabalhar de forma sustentável e ecológica”,
explica Raquel Castro. Quando surgiu, no ano passado, a marca testou
o produto diretamente no mercado e “acabou por resultar bem – [as
lojas] acabaram por apresentar uma novidade um bocadinho fora de
época”.

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Para angariar clientes, a Rutz tem investido no contacto direto
com os vendedores, de preferência “boutiques de roupa onde o
calçado é apenas um acessório”. Para além disso, a empresa
criou uma página na internet que também funciona como loja online
para todo o mundo.

Com sede na LX Factory, em Alcântara, desde outubro a Rutz tem
dois colaboradores em permanência e uma equipa com mais de uma
centena de freelancers e designers. Num ano, a marca cresceu de
trezentos para mil pares de sapatos, todos produzidos em outsourcing
numa fábrica em São João da Madeira.

Por enquanto, noventa por cento das vendas são nacionais, mas a
empresa tem um mercado externo consolidado em países como a Holanda,
o Luxemburgo, a Alemanha e a Austrália. O objetivo passa por uma
maior internacionalização, que inclui o mercado brasileiro. A opção
pela CGD surgiu naturalmente, “por experiências anteriores, mesmo
a nível particular”. Raquel Castro elogia o “acompanhamento
bastante próximo” do banco público, com reuniões constantes para
saber o que existe a nível de ofertas para uma maior aposta na
exportação.

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