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Outdoor Lisboa. Anunciantes “apreensivos” com demora da AdC

Fotografia: D.R.
Fotografia: D.R.

APAN "intrigada" com demora da decisão da Autoridade da Concorrência sobre o concurso de outdoor de Lisboa

A Associação Portuguesa de Anunciantes (APAN) está “apreensiva” com a demora da Autoridade da Concorrência (AdC) na decisão sobre o concurso de outdoor de Lisboa, tema que o regulador está a analisar por suspeitas de que poderá tratar-se de uma operação de concentração que carece de notificação prévia. “Processo está em análise”, diz fonte oficial do regulador.

“Estamos apreensivos por achar tardia uma resposta da AdC em relação ao concurso de outdoor de Lisboa”, afirma Manuela Botelho, secretária-geral da APAN, em declarações ao Dinheiro Vivo.

Finais de setembro, tal como avançou o Dinheiro Vivo, o regulador da concorrência abriu uma investigação ao concurso que colocou durante 15 anos a concessão da publicidade exterior de Lisboa nas mãos da JC Decaux. O processo tem sido contestado pelos concorrentes, MOP, DreamMedia e Cemusa que avançaram com providências cautelares para impedir a atribuição da concessão.

  • A concentração da publicidade exterior de Lisboa, um dos mercados mais relevantes do país, nas mãos de um único operador tem gerado preocupação junto dos anunciantes – “a maioria dos anunciantes não se pode dar ao luxo de prescindir de Lisboa, pelo que quem tem Lisboa, tem o resto do país”, considerou, Manuela Botelho – tendo a APAN avançado a 24 de agosto com uma queixa na AdC.

Em outubro a APAN voltou a contactar o regulador. “Passados que estão dois meses sobre a apresentação da denúncia, a APAN não tem notícia acerca das diligências levadas a cabo pela AdC, nem acerca do respetivo desfecho”, diz a associação numa carta endereçada ao organismo regulador à qual o Dinheiro Vivo teve acesso.

A semanas de terminar o ano de 2018 a preocupação da associação adensa-se. “Não há dúvidas em relação ao impacto do resultado do concurso”, frisa Manuela Botelho. “Não parece haver dúvidas de que haveria de ter havido uma notificação prévia à AdC, por que razão não há uma resposta célere? Não é um caso complicado que justifique um atraso na decisão”, defende a secretária-geral da APAN.

“Está a intrigar-nos essa falta de resposta da administração da AdC”, diz a responsável da associação dos anunciantes.

“O processo está em análise”, diz apenas fonte oficial do organismo regulador quando contactada pelo Dinheiro Vivo, sem adiantar um eventual prazo para a conclusão.

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