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OutSystems recrutou e integrou mais de 80 pessoas durante meses de confinamento

OutSystems, Paulo Rosado
Paulo Rosado, CEO da OutSystems. (Orlando Almeida/Global Imagens)

À semelhança de outras empresas, OutSystems tornou forma de recrutar totalmente virtual. Redes sociais destacaram-se na forma de atrair talento.

Os mais de 80 profissionais que a OutSystems contratou ao longo dos últimos meses passaram por um processo ligeiramente diferente dos restantes colegas de equipa: sem apresentações feitas na mesma sala, entrevistas presenciais e com kits de boas-vindas entregues em casa.

Em tempos de pandemia e confinamento, a tecnológica portuguesa, que disponibiliza soluções de low-code para o desenvolvimento rápido de aplicações, não parou de contratar, mas a pandemia e o confinamento obrigou a mudanças no processo de contratação e integração de novos trabalhadores. “Todos os processos de recrutamento e integração de novos colaboradores foram repensados e alterados, com o objetivo de continuar o crescimento das equipas e da empresa, assim como de fazer com que todos os recém-chegados se sintam parte da família OutSystems, e integrados na cultura da empresa”, explica a empresa.

A OutSystems contratou e integrou mais de 80 pessoas nos últimos meses para os vários territórios onde está presente, com as operações portuguesa e norte-americana a absorverem o maior número de candidatos. A área da engenharia, dedicada à tecnologia de low-code da empresa, esteve em destaque.

A tecnológica refere que a maior dificuldade deste processo de adaptação, que implicou processos de entrevista remotos, com novos guiões para perceber competências em destaque e formas de integração de trabalhadores fora do escritório, foi sentida pela equipa de recursos humanos e líderes de equipa. “Desde o início do lockdown já recrutamos e acolhemos mais de 80 profissionais de variadíssimas partes do mundo. Isto obriga-nos a repensar processos e a trabalhar em novas formas de os fazer sentir parte da empresa e de os fazer ver a nossa cultura”, explica Mafalda Vasquez, Talent Acquisition Manager na OutSystems.

“Para muitos líderes de equipa foi difícil, ao início, fazer uma entrevista sem poder ter uma conversa cara-a-cara. Surgem logo algumas perguntas como ‘será que vou conseguir avaliar bem as competências das pessoas?’ ou ‘como é que vou conseguir ler bem a pessoa sem estarmos na mesma sala?’. São perguntas legítimas e que nos obrigaram a apoiar mais cada equipa, e a acompanhar mais cada processo para não sermos obrigados a parar”, aponta Mafalda Vasquez.

Neste processo de adaptação, as redes sociais ganharam destaque para atrair novos candidatos, nota a responsável da OutSystems. “Começámos por olhar para as nossas redes sociais e reforçar o envolvimento que tínhamos em cada plataforma, não apenas para promover os nossos eventos virtuais e outras atividades, mas para mostrar a toda a comunidade que continuamos a crescer e a recrutar talento.”

Além do recrutamento, também a integração de novos trabalhadores na empresa mudou em tempos de trabalho remoto. “As nossas sessões de boas-vindas passaram a ser virtuais, com membros da equipa a apresentarem-se, a acolherem os novos membros e a demonstrarem toda a cultura corporativa. Tudo passou para o virtual, exceto o nosso welcome-kit [kit de boas-vindas] e as ferramentas de trabalho, como o computador e outras que sejam necessárias, que passaram a ser entregues em casa dos colaboradores, com tudo o que precisam para se sentirem integrados e parte desta grande família OutSystems.”

A tecnológica implementou outras medidas, como um microsite com conselhos para trabalho remoto ou um espaço virtual para atividades, com aulas com atividades como yoga, meditação, ginástica ou culinária.

Atualmente, a empresa liderada por Paulo Rosado conta com 1100 colaboradores em todo o mundo.

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