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Pagaqui lança primeira carteira digital não bancária portuguesa

João Barros, CEO da Pagaqui, planeia um aumento de capital em 2020. Foto: Orlando Almeida/GI
João Barros, CEO da Pagaqui, planeia um aumento de capital em 2020. Foto: Orlando Almeida/GI

A empresa vai ainda arrancar com uma plataforma para ajudar comerciantes a aceitar criptomoedas e a entrar no crédito.

Chama-se Qui e era aguardada há uns meses mas a falta de recursos foi ditando o seu adiamento. É a primeira carteira digital não bancária portuguesa, criada pela empresa de pagamentos Pagaqui e é uma espécie de Revolut à portuguesa. A carteira digital permite a abertura de contas de pagamento e também a associação de um cartão VISA pré-pago.

A Qui foi criada pela equipa de desenvolvimento da Pagaqui, composta por seis colaboradores. No total, a empresa, que começou a operar em 2014, emprega 46 pessoas e vai recrutar mais, em breve. A Pagaqui disponibiliza atualmente 1600 produtos aos clientes. Neste ano já entrou também no mercado brasileiro.

Crédito e criptomoedas

A empresa prepara-se para lançar em janeiro uma plataforma para comerciantes que queiram aceitar criptomoedas. Atualmente, já se pode comprar bitcoin na rede da Pagaqui. Como incentivo, os comerciantes não irão pagar comissões. Ao longo do próximo ano, a Pagaqui vai ainda lançar uma oferta de crédito pessoal.

Para 2020, a empresa planeia ainda um aumento de capital, com uma ronda de financiamento a realizar junto de institucionais, num montante por decidir. Em curso está o reforço da posição de João Barros, que passará a deter 51% do capital. O Fundo Revitalizar Norte deterá a restante posição.

Quanto a receitas, irão crescer 20% em 2019, de oito milhões de euros em 2018. Já o lucro líquido, que foi de 300 mil euros em 2018, poder ser penalizado pelos investimentos em curso.

Permite enviar e receber dinheiro dos contactos, fazer transferências através do número de telefone, fazer compras online e levantar dinheiro em qualquer caixa ATM.

O Qui permite o pagamento de serviços nos 3200 pontos da rede da Pagaqui espalhados pelo país. É o caso de compra e pagamento de bilhetes de transporte rodoviário da Rede Expressos e pagamento do serviço de TV por streaming, Netflix.

“Há uma vantagem (face aos bancos) que é a simplicidade e a rapidez”, diz João Barros, presidente executivo da Pagaqui. Mas destaca os serviços que são oferecidos. A carteira digital funciona através de uma aplicação no telemóvel e está disponível para descarregamento na App Store e na Google Play. Pode ser usada em Portugal e no estrangeiro. Mas fora de Portugal implica custos semelhantes aos dos cartões bancários.

A segurança da carteira digital é garantida pela espanhola Pecunia Cards, uma instituição de moeda eletrónica autorizada pelo Banco de Espanha. A carteira não implica um período de fidelização. O cartão tem um custo de dez euros após o primeiro ano e pode ser personalizado.A empresa vai começar nos próximos dias a distribuição de cartões físicos não personalizados na sua rede de pontos de venda, composta por pequenos retalhistas. O objetivo é atingir os 300 mil utilizadores em três anos.

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