Pais do Amaral quer processar o novo dono da TAP

Pais do Amaral quer ser reembolsado por Pedrosa
Pais do Amaral quer ser reembolsado por Pedrosa

Miguel Pais do Amaral ameaça levar Humberto Pedrosa a tribunal. O empresário português começou por ter um acordo para avançar com a Quifel à compra da TAP, mas acabou por trocar Pais do Amaral por David Neeleman. Foi com Neeleman que Pedrosa venceu a compra da TAP. Pais do Amaral quer agora uma indemnização por perdas sofridas.

Agora que o processo de venda da TAP está terminado, Miguel Pais do Amaral promete levar a tribunal, tanto em Portugal como nos EUA, o novo dono português da TAP, avançam hoje o Público e o Jornal de Negócios.

O empresário já enviou uma carta a Humberto Pedrosa para comunicar a sua intenção de exigir uma indemnização por prejuízos sofridos, cuja contabilização será feita em devido tempo e lugar próprio.

É que a 1 de agosto do ano passado, Pedrosa mostrou intenção a Pais do Amaral de entrar para o seu agrupamento, avançando para a compra da TAP, e investindo entre 5 a 10 milhões de euros.

O presidente da Barraqueiro teve oportunidade de conhecer a informação relativa à proposta da Quifel Holdings para a TAP: a estratégia, oferta financeira e até plano de negócios.

Assim, a 23 de agosto, Humberto Pedrosa assinou com a Quifel um acordo de confidencialidade válido por três anos, no qual, “além de restringir a divulgação da informação, continha uma estipulação que proibia a associação a qualquer título com qualquer outro concorrente”. Esse compromisso, diz Pais do Amaral, “nunca foi denunciado”.

Só a 15 de maio, no limite para a entrega das primeiras propostas pela TAP, Pais do Amaral teve conhecimento de que Pedrosa iria avançar com outro agrupamento, considerando-se agora prejudicado e em desvantagem perante os restantes candidatos: o seu projeto tinha sido visto pela concorrência e, sem sócio à última hora, não conseguiu encontrar alternativa, dizem os dois jornais.

Recorde-se que Pais do Amaral apenas entregou uma proposta pela TAP, a 15 de maio, tendo sido excluído do processo de negociação com o Governo, por não ter avançado com uma oferta vinculativa, como as regras determinavam.

À data, o empresário dono da Leya disse, ao Dinheiro Vivo, que não teve tempo para terminar a sua oferta e que a fazia depender de algumas condições que gostaria de ver cumpridas, nomeadamente a renegociação da dívida da TAP.

O processo de venda da TAP tem sido pautado por uma série de conflitos jurídicos. Também Germán Efromovich, o outro derrotado no processo, quer questionar os vencedores nos tribunais. Desta vez, o objetivo é perceber se as regras comunitárias, que limitam a posse e controle maioritário de uma companhia aérea a mãos europeias, estão a ser cumpridas.

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