Pandemia: 57% comprou mais online nos últimos seis meses

Cerca de um terço dos portugueses acredita que as mudanças de consumo impostas pela pandemia vieram para ficar.

O que mudou nos hábitos de consumo dos portugueses com a pandemia? Cerca de metade admite que mudou os seus hábitos e 57% que começou a comprar mais online nos últimos seis meses, segundo o Observatório de Tendências, um inquérito do Grupo Ageas e a Eurogroup Consulting.

Com grande parte do comércio físico encerrado durante vários meses e, mesmo depois da reabertura em maio, a funcionar com restrições de lotação e de horários, "mais de metade dos inquiridos (cerca de 57%) admite ter realizado mais compras online nos últimos seis meses, aumento que vai ao encontro dos dados do e-commerce em Portugal, que apontam para um crescimento estimado entre 150-170% desde março, face ao período homólogo", indica o inquérito, realizado entre 9 e 23 de setembro, junto de uma amostra representativa de 1744 pessoas, maior do que 18 anos, residente em Portugal, de Norte a Sul do País, com um intervalo de confiança de 95% e margem de erro de 2,35%.

E o que compraram?

"À exceção das viagens, a preferência dos inquiridos recai sobre a compra em loja para todas as categorias. Ainda assim, para categorias como Cultura, Seguros e Produtos Financeiros, Educação/Formação e Produtos Tecnológicos, mais do que 1/3 dos inquiridos admite preferir comprar online", diz.

"Apesar de todos os esforços no desenvolvimento de soluções de entrega ao domicílio ou click & collect, a alimentação é a categoria onde mais de 90% dos inquiridos prefere comprar em loja. Da mesma forma, a Saúde, Carro e Roupa/Calçado, são categorias em que o contacto direto com o produto/serviço tem um papel chave, registando valores inferiores de digitalização, em contraste com outras categorias, como é o caso dos Seguros e Produtos Financeiros, que se apresentam mais desmaterializados", destaca o inquérito.

Esse crescimento das compras online é "mais notória na população mais jovem, entre os 18 e os 24 anos, 70% dos quais admitem ter feito mais compras online, em oposição aos 47% da faixa etária de mais de 55 anos que aumentou o seu consumo através dos canais digitais", refere o inquérito. Mulheres e consumidores com "um maior nível de rendimento são também aqueles entre os quais houve um maior aumento das compras online".

"Embora se antecipe a manutenção da tendência de crescimento do comércio online, 66% dos inquiridos consideram realizar compras de forma mista no futuro, alternando entre os canais digitais e os espaços físicos.", refere ainda inquérito. "Apenas 16% consideram voltar às lojas físicas como fonte principal das suas compras. Os mais jovens estão mais propensos a privilegiar a compra online (2.5 vezes mais do que os seniores), uma tendência que diminui diretamente com a idade".

À exceção das viagens, a preferência dos inquiridos recai sobre a compra em loja para todas as categorias. Ainda assim, para categorias como Cultura, Seguros e Produtos Financeiros, Educação/Formação e Produtos Tecnológicos, mais do que 1/3 dos inquiridos admite preferir comprar online.

Mudanças impostas pela pandemia vieram para ficar?

Cerca de 45% admite que os seus hábitos de consumo sofreram alterações com a pandemia, e mais de um terço (31%) acredita que vieram para ficar, em particular nas mulheres e nos mais jovens. "Quanto mais elevado o nível de rendimento, menos se prevê a alteração dos hábitos de consumo. Apesar disto, verifica-se ainda um elevado nível de indecisão e incerteza (38%)", refere o estudo.

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