transportes

Pandemia deixa CP com um terço das receitas

Estação de São Bento, no Porto. (Rafaela Almeida / Global Imagens)
Estação de São Bento, no Porto. (Rafaela Almeida / Global Imagens)

Só em junho, transportadora ferroviária registou perdas de 12 milhões de euros, devido a forte redução da procura.

A pandemia da covid-19 continua a penalizar as contas da CP. Só no mês de junho, a transportadora ferroviária ficou com apenas um terço das receitas habituais, tendo registado prejuízos de 12 milhões de euros, segundo os dados fornecidos esta segunda-feira pelo Ministério das Infraestruturas e da Habitação ao Dinheiro Vivo.

Isto acontece porque a CP está com fortes quebras de procura apesar de circular com a totalidade de oferta nos serviços urbanos e regionais desde 4 de maio – apenas nos serviços de longo curso mantém-se a redução de viagens de 25%.

O Alfa Pendular é o serviço mais penalizado pela covid-19, com 81% de quebra de passageiros no mês de junho; no Intercidades, a perda de utentes é de 68%; no serviço regional, é e 55%.

Nos serviços urbanos, Lisboa e Porto estão com metade dos utentes em comparação com junho de 2019, com quebras de 51% e de 52%, respetivamente. Nos comboios urbanos de Coimbra, a descida de passageiros é de 44%.

Com a procura muito abaixo dos níveis habituais, a CP enfrentou problemas de liquidez desde março para pagar salários, obrigando-a a recorrer ao saldo de gerência para poder pagar salários. O ministro das Infraestruturas, Pedro Nuno Santos, chegou a admitir, no início deste mês, um empréstimo de emergência para assegurar a liquidez da transportadora.

Entretanto, esta segunda-feira, o Tribunal de Contas aprovou o contrato de serviço público entre a CP e o Estado, no valor total de 850 milhões de euros para o período entre 2020 e 2029. Desta forma, a empresa vai voltar a ser indemnizada pelo serviço ferroviário diário em todo o país, o que aconteceu pela última vez em 2014.

Comentários
Outras Notícias que lhe podem interessar
Outros conteúdos GMG
Hoje
Fotografia: José Carmo/Global Imagens

ISEG estima queda do PIB entre 8% e 10% este ano

António Mota, fundador da Mota-Engil. Fotografia: D.R.

Mota-Engil é a única portuguesa entre as 100 maiores cotadas do setor

António Rios Amorim, CEO da Corticeira Amorim. Fotografia: Tony Dias/Global Imagens

Lucros da Corticeira Amorim caíram 15,1% para 34,3 milhões no primeiro semestre

Pandemia deixa CP com um terço das receitas