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Pandemia leva a NOS a reorganizar e mexer em metade da direções

Miguel Almeida, CEO da NOS
Fotografia:  Nuno Pinto Fernandes/Global Imagens
Miguel Almeida, CEO da NOS Fotografia: Nuno Pinto Fernandes/Global Imagens

Rotações e novas entradas nas equipas vão ter efeito em cerca de 50% dos diretores de primeira linha da operadora.

A NOS anunciou uma profunda reorganização da estrutura de liderança, com impacto em metade das direções da operadora. Pedro Mota Carmo, um dos históricos da empresa e até aqui CEO da NOS Cinemas, está de saída, na sequência dessa reorganização que, entre “rotações e novas entradas, impacta cerca de 50% dos diretores”, de acordo com uma informação interna a que o Dinheiro Vivo teve acesso. Até ao fecho da presente edição não foi possível obter uma reação da empresa liderada por Miguel Almeida.

A pandemia do novo coronavírus e os seus “estruturais impactos sociais e comportamentais” vieram dar impulso a esta reorganização, conhecida pouco tempo depois de a operadora ter anunciado uma quebra de 61% nos lucros até junho, para 35 milhões, resultado que aponta aos efeitos da pandemia do novo coronavírus.

Cinemas sofrem

“Este processo acelerado de mudança exige novas perspetivas, novas ideias e novas abordagens. Exige desde logo uma renovada organização e novas formas de trabalhar. Renovámos, por isso, a nossa estrutura de Equipa de Gestão que, entre rotações e novas entradas, impacta cerca de 50% dos diretores”, justifica a companhia numa missiva enviada aos colaboradores.

Nesta renovação, a NOS foi procurar internamente novas caras para as direções – Francisco Freitas, Isabel Ferreira, Luís Barata e Pedro Moutinho foram anunciados internamente – mas há várias mudanças em unidades-chave na companhia. A começar pela área de cinemas, cujos resultados foram fortemente impactados pela pandemia, com as receitas do segmento cinemas e audiovisuais a caírem desde março 44%, para 30,7 milhões de euros, a sofrer o impacto do fecho das salas de cinema que só reabriram em julho.

Pedro Mota Carmo, com responsabilidade pelas salas de cinema, pela joint-venture Dreamia e pela comercialização de publicidade na NOS, é um dos gestores que estão de saída da operadora – à qual estava ligado desde 2009. Foi um dos quadros da ex-Zon que transitaram para a NOS, empresa resultante da fusão entre a Zon e a Optimus, tendo ocupado várias funções de liderança executiva. Foi administrador da Sport TV, CEO da Lusomundo TV, da NOS Audiovisuais e, mais tarde, da NOS Cinemas.

Nuno Aguiar (até aqui diretor comercial da área de empresas) ficou com a direção das salas de cinema e Miguel Magalhães com a de publicidade. Direções que reportam diretamente ao administrador executivo, Luís Nascimento. Na direção de vendas a particulares, igualmente sob a alçada de Nascimento, também há mudanças, com João Diogo Ferreira, até agora diretor central de conteúdos de TV, a assumir a direção.

Isabel Borgas, até aqui diretora de comunicação, assumiu a direção de RH e Organizações, cargo exercido por Luís Moura, outro histórico da empresa que está de saída. O novo responsável pela comunicação, direção que reporta diretamente ao CEO Miguel Almeida, ainda não foi anunciado.

Uma das novas promoções agora anunciadas, Pedro Moutinho, assume a direção de canais empresariais, reportando diretamente a Manuel Ramalho Eanes, administrador executivo com o pelouro empresarial.

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