Papeleira Altri já controla a 100% a EDP Bioelétrica

Valor da transação "ascende a um montante global estimado de 55 milhões de euros", indica a Altri num comunicado à CMVM.

A Altri, empresa que se diz "de referência europeia na produção de pastas de eucalipto e na gestão florestal", já controla a 100% a EDP Bioelétrica. Para tal, pagou ou vai pagar 55 milhões de euros.

Num comunicado enviado à CMVM esta terça-feira, o grupo presidido por Paulo Fernandes diz que chegou a acordo com a EDP – Energias de Portugal para adquirir diretamente e através da sua subsidiária Caima Indústria de Celulose 50% do capital social, dos créditos e dos direitos de voto de que aquela é, direta e indiretamente, titular no capital social da EDP Produção – Bioelétrica (EDP Bioelétrica).

Assim, em consequência desse acordo, a Altri assume o controlo de 100% da EDP Bioelétrica. O valor da transação "ascende a um montante global estimado de 55 milhões de euros".

"A concretização do acordo está sujeita a notificação prévia à Autoridade da Concorrência, nos termos previstos no respetivo regime jurídico e, por esta razão, condicionada à decisão de não oposição dessa entidade, estimando-se a sua conclusão ainda durante o segundo semestre de 2018", indica a Altri.

Recorde-se que este negócio surge poucos dias depois de a produtora de pasta e papel ter anunciado ao mercado uma subida de 77% dos lucros no primeiro semestre face a igual período de 2017. O resultado disparou para 73,8 milhões de euros e as receitas atingiram os 378,4 milhões de euros na primeira metade deste ano.

O que é a EDP Bioelétrica e porquê este negócio

Segundo a Altri, a EDP Bioelétrica é "um player de referência no mercado da produção de energia elétrica produzida a partir de biomassa florestal", que é basicamente matéria florestal morta e restos sem grande uso e valor comerciais.

A empresa do universo EDP "opera quatro centrais em Portugal, encontrando-se em execução a construção de uma nova central cujo arranque se estima para o primeiro semestre de 2019".

"A capacidade instalada global de todas as centrais da EDP Bioelétrica, já considerando a nova central, é de cerca de 100 megawatts (MW)", sendo que este negócio "permitirá à Altri prosseguir a sua estratégia de melhoria contínua na integração entre a fileira florestal produtora de biomassa e a produção de energia a partir deste recurso renovável".

A Altri diz que é sua prioridade "há largos anos" "a melhoria do ordenamento e da limpeza da floresta".

A Celtejo, umas das grandes fábricas de pasta de papel da Altri, em Vila Velha de Ródão, foi acusada por várias associações ambientalistas de ser um dos maiores poluidores do rio Tejo, provocando danos ambientais graves. A empresa sempre refutou as acusações.

(atualizado às 20h10)

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