Parparticipadas confirma cancelamento da venda do Efisa

Banco Central Europeu não manifestou decisão de não oposição antes do fim do prazo previsto no contrato promessa de compra e venda

A compra do Banco Efisa pela Pivot, sociedade de Ricardo Santos Silva, Aba Schubert e Miguel Relvas, abortou por ter passado a data-limite do contrato de promessa de compra e venda sem que o Banco Central Europeu tivesse manifestado a não oposição ao negócio.

A não venda do Efisa foi agora oficializada pela Parparticipadas - uma das sociedades "Par" criadas para lidar com o lixo do BPN -, que em comunicado aponta que "a caducidade do contrato resultou de ter terminado o prazo, contratualmente previsto, para a verificação da condição de não oposição do Banco Central Europeu à transação".

Este negócio tinha sido acordado inicialmente em julho de 2015, ainda com o anterior governo em funções, tendo apenas sido comunicado pela Pivot ao Banco de Portugal em maio de 2016.

Foi só a partir de então que o supervisor iniciou o processo de avaliação da idoneidade de Miguel Relvas, um dos donos da Pivot - desta avaliação deveria sair uma recomendação ao Banco Central Europeu para uma decisão final. A recomendação, porém, acabou por não surgir, o que pode ser visto como um "chumbo" à idoneidade dos envolvidos.

Pouco antes da confirmação do cancelamento da operação em comunicado à CMVM, já o Jornal de Negócios tinha antecipado o abortar da mesma. A venda iria resultar no encaixe de 38,27 milhões de euros para o Estado.

Em declarações a este jornal, a Pivot referiu que apesar do cancelamento do negócio, continuará "totalmente empenhada em adquirir e revitalizar o banco Efisa".

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