Energia

Parques eólicos em Portugal rendem 104 milhões a presidente do Real Madrid

Florentino Pérez, presidente do grupo ACS. Fotografia: EPA/UEFA
Florentino Pérez, presidente do grupo ACS. Fotografia: EPA/UEFA

Parques têm um valor empresarial total de 186 milhões de euros

A companhia Saeta Yield fez um acordo com a ProCME, filial portuguesa do Grupo ACS, liderado pelo presidente do Real Madrid, Florentino Pérez, para comprar a Lestenergia Exploração de Parques Eólicos, dona de nove parques e que representam 114 megawatts, em Portugal.

A operação prevê o pagamento de 104 milhões de euros dos fundos próprios da Lestenergia, o que, segundo a Saeta, representa um valor empresarial total de 186 milhões de euros (incluindo dívida).

Por outro lado, a ACS comunicou que, depois do pagamento de impostos, a venda significa um lucro de “aproximadamente 112 milhões de euros”.

Em comunicado citado pela agência EFE, a Saeta, sociedade de infraestruturas energéticas controlada pela ACS e o pelo fundo GIP, destaca que a carteira da Lestenergia tem um alto potencial e que vai atingir liquidez adicional a partir do primeiro ano.

A operação, que deve ficar concluída antes do fim do ano, vai ser financiada diretamente e também por fundos provenientes de uma linha de crédito autorizada pelo grupo.

Os parques eólicos da Lestenergia, situados nos municípios da Guarda e Castelo Branco, têm um período operacional de nove anos e estão equipados com geradores Gamesa, Vestas e Suzlon.

Ainda segundo o mesmo documento da Saeta, citado pela agência de notícias espanhola, na operação estão incluídos o sistema de regulação e o sistema tarifário portugueses considerados “fiáveis” e que garantem pagamentos em euros, ajustados à inflação e que são “previsíveis e estáveis” a longo prazo.

A Saeta refere também que pretende operar os parques durante um período superior a 12 anos acrescentando que esta compra faz parte da estratégia de crescimento internacional, “para reduzir a dependência dos investimentos” em Espanha.

Além desta compra, a segunda no estrangeiro depois da compra de parques eólicos no Uruguai, prevê a entrada da empresa em Portugal, constituindo “uma excelente plataforma” no país.

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