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Participada da YDreams pede entrada na Bolsa de Paris

O drone aquático Ziphius é o produto-âncora da Azorean. Fotografia: D.R.
O drone aquático Ziphius é o produto-âncora da Azorean. Fotografia: D.R.

Empresa Azorean, que desenvolve drones aquáticos, pretende comercializar o seu primeiro produto no primeiro trimestre de 2016

A Azorean, participada da YDreams, anunciou esta quinta-feira o pedido para ser cotada no Marché Libre (Mercado Livre) da Bolsa de Paris. Esta empresa, que desenvolve drones aquáticos, pretende que o registo seja efetuado até ao final de novembro, segundo um comunicado enviado às redações.

O que é o Marché

Libre?O

Marché Libre (Mercado Livre, em português) da Bolsa de Paris serve para a cotação de empresas fora do mercado regulamentado. Com critérios de admissão mais simples e custos mais baixos face aos mercados tradicionais, o Marché Libre serve sobretudo para startups ou pequenas e médias empresas.

A marca indica também que escolheu a praça de Paris “em detrimento de outra oportunidade surgida no Canadian Stock Exchange”, mercado alternativo que pertence à Bolsa do Canadá, “devido ao dinamismo que a Capital for Markets [boutique de investimento alemã] tem revelado na listagem, angariação de investimentos e liquidez na operação da bolsa”, acrescenta o presidente executivo da Azorean, Edmundo Nobre, em comunicado.

O CEO detalha que a haverá uma dispersão “ao longo do tempo de cerca de 20%” do capital da Azorean. A participação da casa-mãe, a YDreams, após a conclusão desta operação, deverá baixar para os 60%.

A participada da YDreams espera ainda poder comercializar “o seu primeiro produto no primeiro trimestre de 2016“, a versão DIY (Do It Yourself), a componente tecnológica do drone aquático Ziphius para “makers e curiosos da tecnologia”, indicou Edmundo Nobre ao Dinheiro Vivo. No verão de 2016 será lançado o Ziphius já totalmente montado.

A Azorean, sedeada em Ponta Delgada, região dos Açores, notabilizou-se em 2013 com o drone Ziphius. Este produto beneficiou de um investimento de 150 mil euros: 40 mil euros através do Fundo Europeu do Desenvolvimento Regional e cerca de 110 mil euros obtidos com a vitória no concurso internacional do portal Engadget e a campanha de crowdfunding através da plataforma Kickstarter.

Esta é a primeira novidade desde abril relacionada com a YDreams, tecnológica fundada por António Câmara em 2000, e que viu, também em abril deste ano, o plano de revitalização da empresa aprovado por mais de 80% dos credores.

António Câmara indicou, na mesma altura, que a entrada de participadas em bolsa seria uma das apostas desta tecnológica.

(Notícia atualizada às 17h53)

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