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Pedro Marques: EMEF deve recuperar equipamentos e admitir funcionários

Pedro Marques, ministro do Planeamento e das Infraestruturas.
(Gerardo Santos / Global Imagens)
Pedro Marques, ministro do Planeamento e das Infraestruturas. (Gerardo Santos / Global Imagens)

Ministro do Planeamento e das Infraestruturas diz que já pediu autorização às Finanças para contratar trabalhadores

O ministro do Planeamento e Infraestruturas disse hoje que a primeira aposta na EMEF deve ser a recuperação do material circulante existente, mas também contemplar a compra de novos equipamentos e conseguir novas admissões de trabalhadores.

“A aposta primeira tem de ser recuperar o material circulante existente”, afirmou Pedro Marques, que está a ser ouvido pelos deputados da Comissão de Economia, Inovação e Obras Públicas de quem recebeu algumas questões acerca da Empresa de Manutenção de Equipamento Ferroviário (EMEF).

Mas o governante não afastou a possibilidade da “aquisição de algum material”, classificando de “desafio maior” o reforço dos equipamentos relacionados com o transporte ferroviário.

Recordou que houve alterações no Conselho de Administração da CP e o objetivo é impulsionar uma nova fase da empresa, mas também ter uma avaliação rigorosa das necessidades de recursos no setor ferroviário.

Pretende-se “ir procedendo a uma admissão gradual de trabalhadores” para integrarem o conjunto de técnicos da EMEF, que “é já dos mais qualificados” e pode prestar serviços a outras empresas.

“Temos de alterar paulatinamente esta situação e conseguir fazer mais admissões na empresa”, apontou Pedro Marques, em resposta a questões colocadas sobre a situação da EMEF.

“Estamos a falar com as Finanças para ter autorização para a contratação”, acrescentou o ministro.

Bruno Dias, do PCP, disse que o material circulante da EMEF “está a necessitar de intervenções e há insuficiência de meios e trabalhadores”, referindo o processo de integração de funcionários em situação precária.

Também o deputado social democrata Virgílio Macedo tinha criticado a redução de investimento, face ao programado, na rede ferroviária, questionando PCP e BE “se isto não é austeridade, o que é”.

Ainda no setor ferroviário, o ministro salientou que espera lançar os primeiros concursos para a Linha do Oeste este ano.

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