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Pedro Nuno Santos admite empréstimo de urgência para a CP

Ministro das Infraestruturas e da Habitação, Pedro Nuno Santos; Nuno Freitas, presidente da CP - Comboios de Portugal. a bordo de um comboio na Linha do Douro, entre a Estação de São Bento no Porto e a Régua. ( José Carmo / Global Imagens )
Ministro das Infraestruturas e da Habitação, Pedro Nuno Santos; Nuno Freitas, presidente da CP - Comboios de Portugal. a bordo de um comboio na Linha do Douro, entre a Estação de São Bento no Porto e a Régua. ( José Carmo / Global Imagens )

Ministro das Infraestruturas e da Habitação garante que transportadora "não vai ficar mal" e não vai ter dificuldades.

A CP poderá receber um empréstimo de urgência do Estado para resolver o problema de liquidez. O ministro das Infraestruturas e da Habitação, Pedro Nuno Santos, admitiu esta opção para a transportadora esta quarta-feira, na viagem de comboio entre Porto e Régua.

“A CP vai ficar com contrato de serviço público e balanço equilibrado. Mesmo que no curto prazo precisemos de recorrer a um empréstimo no curto prazo. A nossa solução não é colocar mais dívida” na empresa, assumiu o ministro das Infraestruturas e da Habitação em declarações aos jornalistas durante a viagem.

Desde março, por causa do novo coronavírus, a transportadora ferroviária está a perder 22 milhões de euros por mês devido à falta de receitas e à baixa procura, sobretudo nos serviços de longo curso. Para pagar os salários de março, abril e maio, a empresa teve de recorrer ao saldo de gerência para pagar os salários, como escreveu na semana passada o Dinheiro Vivo.

Com um empréstimo do Estado à CP, a empresa recebe de imediato liquidez suficiente para suprir as despesas mais urgentes mas terá depois de devolver as verbas ao Tesouro português. Fora de vista está o cenário de uma indemnização compensatória extraordinária.

Pedro Nuno Santos comparou mesmo a situação da CP com a da TAP, que também deverá receber um apoio de emergência.

“Seria inaudito que o país fizesse um esforço tão grande para auxiliar a TAP e não o fizesse para ajudar a CP. Enquanto ministro das Infraestruturas e da Habitação, nem sequer me passa pela cabeça que o Estado português, que vai fazer um esforço brutal para auxiliar a sua companhia aérea não fizesse o mesmo com a CP. O serviço que a CP faz aos portugueses é da máxima importância e crítico para o desenvolvimento do país.”

O ministro das Infraestruturas e da Habitação, Pedro Nuno Santos (2-E), acompanhado pelo secretário de Estado das Infraestruturas, Jorge Delgado (E), e pelo presidente da CP, Nuno Freitas (2-D), cumprimenta um utente à chegada à estação de São Bento para a viajem no comboio Miradouro, entre o Porto e a Régua, onde foram apresentadas as primeiras carruagens Schindler que entram ao serviço da CP na Linha do Douro, no Porto, 03 de junho de 2020. ESTELA SILVA/LUSA

O ministro das Infraestruturas e da Habitação, Pedro Nuno Santos (2-E), acompanhado pelo secretário de Estado das Infraestruturas, Jorge Delgado (E), e pelo presidente da CP, Nuno Freitas (2-D), cumprimenta um utente à chegada à estação de São Bento para a viajem no comboio Miradouro, entre o Porto e a Régua, onde foram apresentadas as primeiras carruagens Schindler que entram ao serviço da CP na Linha do Douro, no Porto (Foto: ESTELA SILVA/LUSA)

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