Pedro Nuno Santos defende reabertura da Linha do Douro até Barca d'Alva

Ministro das Infraestruturas e da Habitação pede ajuda para encontrar montante necessário para reabrir este troço ferroviário até à fronteira com Espanha.

Pedro Nuno Santos defende a reabertura da Linha do Douro da Régua até Barca d'Alva. O ministro das Infraestruturas e da Habitação destacou esta quarta-feira que este troço "tem um potencial turístico muito importante". Esta linha, contudo, não deverá reabrir do lado espanhol, revelou o ministro em resposta às perguntas dos deputados na comissão de Economia, Inovação e Obras Públicas.

"Sou a favor da extensão da Linha do Douro até Barca d'Alva. Tem um potencial turístico muito importante. É uma das regiões mais bonitas do Douro", destacou Pedro Nuno Santos. A posição do ministro surge duas semanas depois de o Parlamento ter aprovado, por unanimidade, a petição para a reabertura deste troço. O documento apresentado pela Liga dos Amigos do Douro Património Mundial e da Fundação Museu do Douro reuniu 13 999 assinaturas.

Do lado português, a reabertura da Linha do Douro até à fronteira implica um investimento de 43 milhões de euros, segundo um estudo de 2017 da Infraestruturas de Portugal. Com o regresso dos comboios a este troço - encerrado desde 1988 - poderão ser criadas "novas oportunidades aos territórios adjacentes, como Foz Côa".

Apesar de esta obra poder contar com ajuda de fundos europeus, o ministro pede ajuda para financiar a obra. "Ajudem-me a convencer o país a encontrar dinheiro", assim referiu o ministro.

Fora dos planos está a reabertura do troço entre a fronteira e La Fuente de San Esteban, que implicaria um investimento entre 87 e 119 milhões de euros do lado espanhol. "Os espanhóis não mostraram qualquer interesse neste projeto", adiantou Pedro Nuno Santos.

A Linha do Douro desenvolve-se ao longo de 191 quilómetros, de Ermesinde a Barca d´Alva. O encerramento da ligação internacional ocorreu em 1985 e o lanço entre Pocinho e Barca d´Alva encerrou em 1988. A eletrificação está concretizada até Marco de Canaveses; a catenária será colocada entre Marco de Canaveses e Régua até ao final de 2023, ao abrigo do plano de investimento Ferrovia 2020.

O ministro foi ainda questionado sobre uma eventual ligação ferroviária entre Faro e Huelva, proposta pelas organizações do comércio da Andaluzia e a associação empresarial do Algarve. Sobre este ponto, Pedro Nuno Santos indicou apenas que os espanhóis não mostraram interesse no projeto, o que inviabiliza esta aposta.

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