Pedro Nuno Santos: "Nas próximas semanas, nos próximos dias vamos conhecer a equipa que vai gerir a TAP"

Depois de terem surgido notícias que dão conta que o gestor escolhido pelo governo para comandar a TAP poderá não estar disponível, o ministro das Infraestruturas salientou que a equipa de gestão da companhia aérea vai ser conhecida em breve.

A equipa de gestão da TAP será conhecida em breve, possivelmente dentro de algumas semanas. A indicação foi deixada esta terça-feira, 20 de abril, pelo ministro das Infraestruturas, Pedro Nuno Santos, e surge depois de nos últimos dias o jornal económico digital ECO ter avançado que o Executivo tinha um acordo com o gestor alemão Jaan Albrecht Binderberger - para que este fosse o próximo presidente executivo - estaria em risco. Segundo o jornal, o atraso na aprovação do plano de reestruturação será uma das razões que levou a este desfecho, além do pacote salarial.

"Nas próximas semanas, nos próximos dias vamos conhecer a equipa que vai gerir a TAP", disse Pedro Nuno Santos aos jornalistas à margem de uma visita às obras de construção da ligação do parque empresarial de Formariz, naquele concelho do distrito de Viana do Castelo, à Autoestrada (A3), citado pela Lusa. "Quando tivermos a equipa concluída, será conhecida", acrescentou.

Na semana passada, em entrevista ao Expresso, o presidente executivo da TAP (que está interino desde meados do ano passado), Ramiro Sequeira, reiterava que espera ter luz verde ao plano de reestruturação em maio e não antecipa "de momento" necessidade de rever os números, apesar de os efeitos da pandemia estarem ainda a ser muito duros para o setor.

"A minha primeira missão [quando cheguei à presidência executiva da TAP] foi continuar a operação do dia a dia, pois não podemos esquecer que, apesar de voarmos pouco, continuamos a ter aviões a ter de voar com segurança e continuamos a ter clientes, por poucos que sejam. A segunda missão era respeitar o prazo de 10 de dezembro para entregar o plano de reestruturação a Bruxelas, o que conseguimos. Depois, fazer uma negociação complexa com 14 sindicatos para que fosse assinado um acordo. Há ainda a missão de participar no que me for pedido para levar a bom porto o plano, que está robusto e consistente", salientou o gestor.

Ramiro Sequeira disse ainda que "de momento não" vê necessidade de rever alguma da informação que consta do documento. As restrições que vigoram tanto em Portugal como em grande parte da Europa e EUA têm travado o início da retoma do transporte aéreo. "Esperamos que o processo esteja terminado em maio. Não há nada que faça levantar a bandeira do alerta ou que as coisas não corram como previsto, mas a palavra final é da DG Comp (Direção-Geral da Concorrência europeia). Sinto que este é um ciclo que tenho de fechar", acrescentava ao Expresso.

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