The Wall Street Journal

Pequim apoiou Huawei com 75 mil milhões de dólares durante 25 anos

Foto: REUTERS/Francois Lenoir
Foto: REUTERS/Francois Lenoir

A Huawei respondeu ao The Wall Street Journal, que deu esta notícia, que apenas recebeu apoios “pequenos e não materiais”, o que é normal.

O Governo chinês promoveu a ascensão global da Huawei com apoios na ordem dos 75 mil milhões de dólares (cerca de 68 mil milhões de euros) em isenções fiscais, financiamento direto e recursos a baixo preço, segundo a edição desta quarta-feira do The Wall Street Journal (WSJ).

Este apoio do Governo chinês à Huawei Technologies, que começou há 25 anos, está por detrás de um conjunto de questões relativas às relações entre a China e o gigante mundial das tecnológicas, numa altura em que compete pela construção de redes de telecomunicações 5G da próxima gerações em todo o mundo.

“Ainda que a Huawei tenha interesses comerciais, esses interesses são fortemente apoiados pelo Estado”, afirmou ao WSJ Michael Wessel, membro de um painel do Congresso norte-americano, que se encontra a escrutinar as relações entre os Estados Unidos e a China, num momento em que a guerra comercial entre os dois países parece atravessar um período de alguma acalmia.

Os Estados Unidos manifestaram a sua preocupação com a hipótese dos aparelhos tecnológicos da Huawei virem a alimentar o Governo chinês com dados de rede dos consumidores em todo o mundo, ainda que a Huawei diga que nunca entregaria a Pequim esses dados.

A maior parte do apoio, em torno de 46 mil milhões de dólares, foi concedida em empréstimos, linhas de crédito e outras assistências por entidades estatais.

A empresa poupou até cerca de 25 mil milhões de dólares em impostos entre 2008 e 2018, em resultado de incentivos fiscais concedidos à promoção do setor tecnológico.

Entre outras ajudas, a tecnológica desfrutou ainda de 1,6 mil milhões em subvenções e 2 mil milhões em descontos na aquisição de terrenos.

A Huawei fez saber através de um comunicado enviado ao WSJ que recebeu apoios “pequenos e não materiais” à investigação e que isso não é incomum, observando que grande parte das ajudas, por exemplo, através de isenções fiscais destinadas ao setor tecnológico, estava disponível a outras empresas.

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