Hotelaria

Pestana abre 20 novos hotéis até 2020

Pestana Palace

Grupo vai investir 170 milhões de euros em quatro anos e apostar no mercado europeu e norte-americano, sem esquecer Portugal.

O grupo Pestana tem em pipeline a abertura de quase 20 novos hotéis nos próximos quatro anos, estando previsto um investimento global de 170 milhões de euros, revelou José Roquette, Chief Development Officer do grupo hoteleiro.

“Este é o maior ciclo de crescimento que o grupo já teve em tão pouco espaço de tempo e vai reforçar a diversificação e manter a liderança, e até consolidá-la, em Portugal”, afirmou o responsável aos jornalistas, na apresentação da estratégia do grupo Pestana.

Até 2020 o Pestana vai ter mais três mil quartos em quase 20 novos projetos e a meta simbólica de 100 hotéis deverá acontecer nos próximos quatro anos, revelou o responsável, mostrando preferência de que esta meta seja atingida com o novo hotel do grupo em Nova Iorque.

Feitas as contas, o grupo chegará a 2019 com cerca de 13.500 quartos, face aos 10.500 quartos que tinha no final de 2015. 2018 e 2019 serão os anos mais intensos do próximo quadriénio

O investimento atingirá os 170 milhões de euros. 70 milhões de euros serão em Portugal e 100 milhões serão no exterior, com o grupo a focar-se sobretudo no crescimento na Europa e nos Estados Unidos.

“A Europa vai ter três novos hotéis [dois em Madrid e um em Amesterdão] e estamos a estudar outros países”, revelou José Roquette. “Estamos à procura com atenção em vários locais… em Paris, noutras cidades da Alemanha e noutras cidades de Inglaterra”, especificou, acrescentando que a Europa vai ter um peso de 20% nos quartos.

Questionado sobre se estava preocupado com um sim no referendo do Brexit, ditando a saída do Reino Unido da União Europeia e consequente desvalorização da libra, Roquette afirmou que esse evento, a acontecer, “não coloca em stand by o crescimento naquela zona até porque no turismo muitas vezes a libra mais fraca é positiva”.

“Obviamente que a preocupação do ponto de vista económico é enorme mas Portugal tem as armas todas para enfrentar essa ameaça, que é real e séria”.

O mercado norte-americano também está no foco do grupo hoteleiro, que está a preparar a abertura de dois hotéis nos Estados Unidos e pode avançar para outras cidades. O grupo também está a olhar para alguns mercados africanos mas “a prioridade está na Europa e nos Estados Unidos”. O Pestana vai também abrir um hotel em Marrocos, reforçando a presença no Norte de África.

Questionado sobre o impacto da crise do Brasil na atividade do grupo, Roquette admite que este é um mercado que está com uma pior performance mas lembrou que a nova unidade no Rio de Janeiro abrirá a tempo dos Jogos Olímpicos. José Roquette não fechou a porta à venda de hotéis no Brasil, como já aconteceu com uma unidade, continuando o grupo com a sua exploração. E exemplificou: “Natal, por exemplo, está longe de ser a nossa prioridade”.

Consolidação da atividade em Portugal

Ainda assim, Portugal continua a ser a geografia mais rentável do grupo, sobretudo devido “a uma questão de escala”, e a estratégia do grupo continua a passar muito pelo mercado nacional, apesar de uma diversificação geográfica – e de modelo de negócio – cada vez maior. Diversificação que permitiu ao grupo, segundo Roquette, superar a crise que se sentiu no mercado.

O grupo tem 10 projetos em várias fases em Portugal e o objetivo é consolidar a liderança. O responsável frisa que este é um bom momento para o turismo em Portugal e admite que esse crescimento se deve também a circunstâncias menos felizes em países que são fortes destinos turísticos como o Egito, a Turquia e até a Grécia. “Portugal vive o melhor momento turístico mas não vai ser sempre assim”, avisou. “Esses países vão voltar ao mercado de forma muito competitiva, como sempre foram, e é preciso saber aproveitar a oportunidade”, afirmou.

Até ao final do mês abrirá também o primeiro hotel Pestana CR7, no Funchal, o uma parceria com Cristiano Ronaldo e que prevê a abertura de quatro hotéis sob esta marca.

Para o responsável do grupo Pestana 2016 será “o melhor ano de sempre”, muito por causa da atividade em Portugal – o peso da atividade doméstica não é alheio ao momento menos feliz que atravessa a economia na América do Sul, onde o grupo tem vários hotéis.

A expectativa é chegar ao final de 2016 com um crescimento de 31% no rácio entre EBITDAR e vendas e atingir um EBITDAR de 115 milhões de euros, face aos 100 milhões de euros estimados para 2015.

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