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Petrobox a crescer sempre em família

João Miguel, gerente da Petrobox. Foto: cristiana milhão/GI
João Miguel, gerente da Petrobox. Foto: cristiana milhão/GI

Empresa de transporte de mercadorias e logística aposta no serviço personalizado para se diferenciar da concorrência.

É uma empresa que foi criada para manter a família junta e, mais de 30 anos depois, continua a ser em família que se gere a agora Petrobox. Começou um pouco ao contrário, pois a primeira aposta foi além-fronteiras e só depois Portugal entrou nos planos. O objetivo é continuar a crescer, mesmo que não se vivam tempos fáceis.

Os primórdios da empresa remontam aos anos 80 do século passado, quando o pai dos três irmãos que agora estão ao leme da Petrobox (sem esquecer o patriarca) organizou um transporte de passageiros de forma a manter mais perto o filho mais velho, que tinha decidido regressar a França, onde a família havia estado emigrada. Aos poucos começou também a transportar mercadorias como vinho do Porto, enchidos e queijos, como explicou João Miguel, o irmão do meio, atualmente sócio-gerente da Petrobox e diretor da área de gestão e finanças. Começou por ajudar no negócio e, quando acabou o curso, dedicou-se a tempo inteiro à empresa.

A João Miguel & Filhos foi criada em 1999 para se dedicar ao transporte de mercadorias. A vertente de passageiros tinha sido entretanto abandonada. Dez anos depois, quando quis ir mais além, foram adquiridos armazéns e um posto de combustível, que motivou o nascimento da Petrobox, que acabaria por englobar todos os negócios, ficando a João Miguel & Filhos em stand by.

A Petrobox tem mais de meia centena de trabalhadores, 30 viaturas próprias, com a perspetiva de adquirir mais dez, além das 20 subcontratadas. Este não foi o melhor ano para a empresa, que prevê um aumento da faturação em torno dos 500 a 700 mil euros, um crescimento abaixo do verificado em anos recentes. Mas João Miguel não hesita: “Queremos continuar a crescer.” Recorda como há oito anos, em plena crise, cresceu mais, sendo uma das dificuldades o pagamento dos clientes. “Há uns anos também havia esse problema, mas conseguia-se resolver um pouco melhor.”

João Miguel continua dedicado em garantir que os seus clientes têm o melhor serviço, baseando-se na proximidade. Referiu como estes realçam como podem acompanhar as cargas e falar com alguém se necessário, não havendo um serviço de acompanhamento centrado apenas na tecnologia. Outro fator de diferenciação é a aposta na grupagem [transporte de mercadorias de clientes diferentes num mesmo espaço]: “Haverá muito poucas empresas que o fazem. Foi aí que nascemos.”

O responsável considera que “os tempos das pessoas armazenarem nas próprias portas vai acabar”, não sendo necessário fazer provisionamentos de um mês, com transporte uma ou duas vezes por semana. “Estamos neste ponto atualmente. Não se fazem grandes stocks de mercadoria. Muitas empresas grandes que não faziam grupagem, fazem-no hoje, por necessidade.”

Há mais de cinco anos, a Petrobox mudou-se para o Mercado Abastecedor da Região de Braga. “Nós temos um armazém perto de Guimarães, mas começou a ser pequeno e a parte de carregar os carros não tinha condições. Um dia vim aqui e disse “é isto”. Entre as vantagens está o ser um espaço que se pode vigiar e “que tem um lugar para os carros”. “O sítio é ótimo, perto das saídas das autoestradas, o local não poderia ser melhor. A mudança ajuda-nos a crescer. Não poderia fazer o que faço de grupagem e logística se não tivesse umas condições como esta.”

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