greve

Petrolíferas pedem bom senso aos camionistas para evitar greve

António Comprido, presidente da APETRO, associação portuguesa de empresas petrolíferas.
(Leonardo Negrão / Global Imagens)
António Comprido, presidente da APETRO, associação portuguesa de empresas petrolíferas. (Leonardo Negrão / Global Imagens)

Associação lembra que principais afetados por uma paralisação são os cidadãos e não as petrolíferas, que conseguem recuperar de prejuízos.

A Apetro, a associação que representa as petrolíferas portuguesas, apela ao bom senso dos camionistas para evitar uma nova greve, anunciada para 12 de agosto. Está a decorrer esta segunda-feira uma reunião entre sindicatos e a associação do sector, na DGERT – Direção-Geral do Emprego e das Relações do Trabalho.

“Desejamos que essa negociação evite uma nova greve. Independentemente de todas as medidas que se possam tomar para mitigar os efeitos da greve, ela será sempre muito disruptiva para a vida dos cidadãos, das empresas e para a economia. O sindicato diz que a greve é uma bomba atómica mas não a podem atirar sem mais nem menos. É preciso pensar-se muito bem”, sinaliza António Comprido em declarações ao Dinheiro Vivo, à margem da sessão “Mais e Melhor Informação em Energia, promovida pela Adene, Agência para a Energia.

O mesmo dirigente recorda que “o principal impacto da greve é nos cidadãos e nos clientes” e não propriamente para as empresas do sector: “Não estamos preocupados com os prejuízos para as petrolíferas porque isso depois é compensado nos dias antes ou depois da greve.”

As declarações de António Comprido foram dadas enquanto decorre uma reunião entre os sindicatos representativos dos camionistas e a associação empresarial desta área de atividade, a ANTRAM, sob mediação do Ministério do Trabalho. Em causa, está a negociação do contrato coletivo de trabalho para estes funcionários

A ANTRAM diz-se disponível para chegar a entendimento com estes motoristas. “Estamos hoje aqui com total disponibilidade para ouvir aquilo que vai ser a postura dos sindicatos, disponíveis para chegar a um entendimento dentro daquilo que é um aumento de 300 euros para o próximo ano para estes motoristas e no fundo perceber qual é o incumprimento que a ANTRAM efetivamente criou, na justa medida em que só hoje é que podemos apresentar as nossas contrapropostas”, referiu André Matias, advogado e representante da associação, citado pela Lusa.

A Federação Sindical dos Transportes (FECTRANS), filiada na CGTP, apresentou informalmente à ANTRAM no dia 04 de julho uma proposta para que, em janeiro de 2021, o salário base dos motoristas de pesados de mercadorias passe para os 850 euros, a que serão acrescidos os diversos subsídios de função. A FECTRANS deverá formalizar esta proposta hoje à mesa das negociações.

Esta federação e o Sindicato Independente dos Motoristas e o dos Motoristas de Matérias Perigosas têm vindo a negociar a revisão do Contrato Coletivo do setor com a ANTRAM, desde maio, tendo acordado um protocolo com a vista à implementação de um salário base de 700 euros para os camionistas, em janeiro de 2020. A este salário base, acresce, como agora, vários subsídios inerentes ao desempenho da atividade e as diuturnidades.

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