EDP

PGR confirma quatro arguidos: Mexia, Manso Neto, João Conceição e Pedro Furtado

Foto: Gerardo Santos/ Global Imagens
Foto: Gerardo Santos/ Global Imagens

Responsáveis são suspeitos de corrupção ativa, passiva e de participação económico em negócio

A Procuradoria-geral da República (PGR) confirmou ao final desta sexta-feira que foram constituídos um total de quatro arguidos na sequência do inquérito dirigido pelo Ministério Público, depois de realizar buscas nos escritórios da Rede Elétrica Nacional (REN), da EDP e da consultora The Boston Consulting Group.

“No decurso da operação realizada, esta sexta-feira, no âmbito de um inquérito dirigido pelo Ministério Público do Departamento Central de Investigação e Ação Penal foram constituídos quatro arguidos: António Mexia, João Conceição, João Manso Neto e Pedro Furtado”, precisou a PGR num segundo comunicado de esta sexta-feira.

João Faria Conceição é membro da comissão executiva da REN, sendo mesmo o número 2 de Rodrigo Costa, CEO da empresa. Além do atual cargo na REN, João Conceição passou oito anos na Boston Consulting Group, outra das visadas pelas buscas de hoje, entre 2000 e 2007. Entrou na REN como administrador executivo em 2009.

Pedro Furtado é outro profissional igualmente ligado à REN, tendo sido diretor do Departamento de Regulação e Desenvolvimento e responsável pela área de regulação e tarifas, planeamento e controlo operacional e diretor de estudos e regulação da empresa.

Segundo o novo comunicado da PGR, na sequência da operação desta tarde “foi igualmente, recolhida vasta documentação e informação digital.”

A Procuradoria adianta ainda que estas investigações vão prosseguir, “estando em causa factos suscetíveis de integrarem os crimes de corrupção ativa, corrupção passiva e participação económica em negócio”.

O Ministério Público está a ser coadjuvado pela Unidade Nacional de Combate à Corrupção da Polícia Judiciária em toda esta investigação.

Esta operação da PJ estará relacionada com as compensações atribuídas às empresas energéticas. O caso remonta a 2004, quando terminaram os contratos de aquisição de energia (CAE) que a EDP tinha em perto de 30 centrais elétricas. Leia mais aqui.

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