Telecomunicações

Pharol aprova entrada de administrador da Oi.1º passo para acordo com brasileira

Luis Palha da Silva, presidente do conselho de administração da Pharol.
Luis Palha da Silva, presidente do conselho de administração da Pharol.

Entrada de administrador da Oi no conselho de administração da Pharol é uma das condições do acordo fechado em janeiro com a brasileira

À terceira foi de vez. Os acionistas da Pharol aprovaram esta sexta-feira a ampliação do conselho de administração para 11 membros e a entrada de um administrador representante da Oi, o primeiro passo para a concretização do acordo com a operadora brasileira para encerrar litígios entre as duas empresas.
“Foi uma aprovação por larga maioria, mais de 99%”, adianta Luís Palha da Silva, presidente do conselho de administração da Pharol, em declarações ao Dinheiro Vivo, à saída da assembleia geral menos de meia hora do arranque da reunião magna dos acionistas.
“São vários apaziguamentos ao mesmo tempo”, refere Palha da Silva. A aprovação era um requisito do acordo fechado em janeiro com a Oi, que prevê ainda a entrega de 25 milhões para a Pharol injetar no aumento de capital da Oi e a entrega de cerca de 34 milhões de ações em Tesouraria. “O que já aconteceu”, diz o responsável da Pharol, permitindo a companhia ficar com 5,51% da Oi, se o acordo for aprovado. Até lá está tudo suspenso.
O acordo terá de ser homologado no Brasil pelo juiz de recuperação judicial. Luís Palha da Silva não arrisca uma previsão para uma decisão do juiz. “Estes processos de mediação não se compadecem com prazos fixos”, diz.
O tema já tinha sido colocado em agenda da assembleia geral extraordinária de acionistas, mas suspenso por duas vezes, a última das quais a pedido do Novo Banco, para que os acionistas da Pharol pudessem avaliar o acordo que havia sido fechado entre as duas empresas em conflito aberto. A empresa liderada por Luís Palha da Silva tinha inclusive avançado na justiça portuguesa contra a Oi, empresa onde é acionista de referência, pedindo uma indemnização de vários milhões de euros por perdas sofridas pelos acionistas.
“Ficam suspensos”, até decisão do juiz sobre o acordo, reforça Luís Palha da Silva, quando questionado sobre o processo.
O responsável da Pharol não quis comentar a notícia da imprensa brasileira de que um conjunto de fundos internacionais pretendia afastar a atual liderança da Oi. A Pharol, diz, não comenta assuntos de outros acionistas, dos quais sequer foi informada.
Encerrado este capítulo, o foco da Pharol frisa é “contribuir para que a Oi, que tem estado envolvida nestes litígios, se concentre muito mais nos seus próprios negócios”. Luís Palha da Silva mostra-se expectante que a nova lei das telecomunicações no Brasil seja aprovada e que isso permita às empresas realizar investimentos mais eficientes.
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