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Pharol com prejuízos de 2,8 milhões até junho

Luis Palha da Silva, presidente do conselho de administração da Pharol
Luis Palha da Silva, presidente do conselho de administração da Pharol

Custos recorrentes impactaram resultados da empresa levando de lucros de 200 mil euros a prejuízos de 2,8 milhões

A Pharol fechou o primeiro semestre com prejuízos de 2,8 milhões depois de há um ano ter registado um resultado líquido de 200 ml euros, informou a empresa o mercado. Uma evolução justificada pela empresa com os custos operacionais recorrentes de 2,4 milhões, que reduziram 10% face ao ano anterior.

A empresa tem como principal ativo a sua participação na brasileira Oi, empresa que se encontra em processo de recuperação judicial e que fechou o primeiro semestre com lucros de 29.286 milhões de reais, com uma quebra de 7% nas receitas, para os 11.214 milhões de reais.

Já a Pharol fechou o período com EBITDA negativo de 2,4 milhões (face os 2,6 milhões de há um ano), tendo visto o capital próprio reduzir em 27,3 milhões de euros, devido em grande parte “à desvalorização da participação na Oi no montante de 24,7 milhões de euros, em consequência da desvalorização do real face ao Euro (18,8 milhões de Euros)”; “a custos operacionais recorrentes no montante de 2,4 milhões de euros”.

Luís Palha da Silva realça os principais impactos no período.”No primeiro semestre de 2018, a Pharol viu o processo de Recuperação Judicial do seu principal ativo dar passos significativos. Apesar da posição crítica assumida através da sua participada Bratel perante incompreensíveis decisões tomadas pela Direção da empresa e sancionadas as mais das vezes pelo sistema judicial brasileiro, a Pharol, submetida a um plano que beneficiou credores oportunistas em detrimento de acionistas com largo passado de investimento e suporte à empresa, viu-se sucessivamente desapossada dos seus direitos e da sua capacidade de intervenção direta na Oi”, refere o presidente do conselho de administração da Pharol, no comunicado emitido pela empresa ao mercado.

“Já em julho do corrente ano, na sequência da execução do Plano de Recuperação Judicial, a participação naquela empresa, reduziu-se de 27,18% para menos de 8%, de acordo com o nível geral de diluição das posições acionistas. A cotação da Oi, que, segundo as perspetivas da Direção da empresa e levando em linha de conta a redução verificada no valor da dívida, deveria ter apresentado forte crescimento, pelo contrário tem vindo a cair para níveis modestos, tendência agravada pela difícil situação em que o Brasil e, por arrasto, a sua moeda se encontram”, refere ainda Luís Palha da Silva.

Uma redução de posição com impacto na companhia. “O valor em bolsa desta participação, a 30 de Junho de 2018 e face a Dezembro, reduziu-se 24,5 milhões de reais, montante equivalente a 5,9 milhões de Euros”, informa a Pharol.

“O aumento de capital previsto pela Oi para poder iniciar novo ciclo de investimentos, abre, no entanto, uma porta de esperança à valorização deste activo da Pharol”, refere Luís Palha da Silva. A Pharol, recorde-se, obteve luz verde dos acionistas para um aumento de capital da sociedade até mais de 55 milhões para poder acudir ao aumento de capital da Oi.

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