Oi

Pharol dá ok a novos acionistas na Oi, mas só depois da recuperação

Fotografia:  REUTERS/Sergio Moraes
Fotografia: REUTERS/Sergio Moraes

Eventual entrada de acionistas no âmbito de recuperação judicial da Oi ainda não foi decidido pela administração da operadora brasileira

Entrada de novos acionistas na Oi só depois da aprovação da recuperação judicial da operadora brasileira, defende a Pharol, liderada por Luís Palha da Silva. A maior acionista da Oi contraria assim a posição de Marco Schroeder, CEO da empresa, que admitia a recapitalização da operadora ainda no âmbito do plano de recuperação da companhia, a braços com uma dívida de mais de 65 mil milhões de reais, qualquer coisa como 20 mil milhões de euros.

“A Pharol e os conselheiros por si indicados na Oi já manifestaram em reuniões de conselho de administração e informaram as Autoridades competentes no Brasil de que não se opõem à entrada de dinheiro fresco na companhia, desde que em condições de mercado e exclusivamente para fazer face a novos investimentos”, adianta fonte oficial da Pharol ao Dinheiro Vivo. Mas com uma ressalva. “Não se vê que seja desejável ou possível que tal aconteça antes de aprovada a recuperação judicial.”
A hipótese da recapitalização da Oi, ainda no âmbito da recuperação, foi admitida por Marco Schroeder. “Consideramos que essa é uma conversa possível, desde que o dinheiro seja para a empresa e não para os credores”, disse o CEO da Oi, em entrevista à Valor Econômico.

O que, a avançar, poderia ser um ponto de união de credores e acionistas, que ainda não chegaram a um acordo relativamente ao plano proposto pela administração. “Não há hipótese de que os credores e acionistas não consigam chegar a um acordo. Vamos viabilizar o diálogo em busca de uma equação possível que destrave o processo”, diz Marco Schroeder. O CEO não avançou valores para a capitalização, mas segundo a Valor Econômico, poderá ser entre os 2 e os 3 mil milhões de dólares, ou seja, entre 1,8 e 2,8 mil milhões de euros, montantes que coincidem com os declarados pelos interessados na Oi, segundo a publicação económica brasileira.

Mas negociar uma entrada de acionista no âmbito do plano de recuperação da Oi, não está previsto no plano aprovado a 22 de março pelo conselho de administração. Proposta que não agradou nem a obrigacionistas institucionais nem aos bancos credores, que consideram que o plano desenhado pela Oi, que previa por exemplo a entrega de até 25% do capital em troca de dívida, é pouco generoso.

A Oi já veio esclarecer o mercado de que “não foi tomada qualquer decisão com relação a outros possíveis ajustes ao plano de recuperação judicial” aprovado pelo conselho. Mas, admite a operadora brasileira, “continua a manter conversas com credores, potenciais investidores e demais stakeholders com relação ao seu plano de recuperação judicial e às condições básicas de ajustes aprovadas pelo conselho de administração da companhia a 22 de março de 2017, sendo uma das sugestões abordadas nessas conversas uma eventual capitalização da companhia mediante conversão de dívida ou aporte de recursos”.

Comentários
Outras Notícias que lhe podem interessar
Hoje
O ministro das Finanças, Mário Centeno. Fotografia: JOSÉ SENA GOULÃO/LUSA

Centeno mantém crescimento de 1,9% este ano. Acelera para 2% no próximo

O ministro das Finanças, Mário Centeno. Fotografia: José Sena Goulão/Lusa

Dívida pública desce mais devagar do que o previsto

desemprego Marcos Borga Lusa

Taxa de desemprego nos 5,9% em 2020. A mais baixa em 17 anos

Outros conteúdos GMG
Pharol dá ok a novos acionistas na Oi, mas só depois da recuperação