caso GES

Pharol diz que “não é devedora a qualquer título” da ESI

Luis Palha da Silva, presidente do conselho de administração da Pharol
Luis Palha da Silva, presidente do conselho de administração da Pharol

A Pharol vai contestar a exigência da insolvente Espírito Santo International para que pague 750 milhões de euros, acrescidos de juros

A Pharol vai contestar a exigência da insolvente Espírito Santo International (ESI) para que pague 750 milhões de euros, acrescidos de juros, relativos a transferências efetuadas para a antiga Portugal Telecom (PT) em fevereiro de 2014.

Num comunicado divulgado esta terça-feira, assinado pelos curadores da insolvência da ESI, é referido que a Pharol terá de devolver o montante corresponde a três transferências feitas pela ESI para a PT, entre 10 e 20 de fevereiro de 2014, de 500 milhões de euros, 200 milhões de euros e 50 milhões de euros.

“A Pharol SGPS não é devedora a qualquer título da Espirito Santo International, pelo que aguarda a sua citação na anunciada ação judicial para poder contestar e exercer todos os direitos de proteção dos stakeholders da Pharol”, refere a empresa em comunicado.

Adianta que teve esta terça-feira conhecimento de um comunicado dos curadores da ESI “pela qual estes declaram que essa sociedade falida vai processar judicialmente a Pharol, pedindo a condenação desta última no reembolso de 750 milhões de euros, sem especificar os fundamentos desse pedido”.

Lembra que a Pharol “é credora da Rioforte, no montante de capital de 897 milhões de euros, montante devidamente reclamados junto dos curadores dessa insolvência no Luxemburgo”.

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