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Pharol não vai ao aumento de capital da Oi previsto na recuperação judicial

Luís Palha da Silva, presidente do conselho de administração da Pharol
Luís Palha da Silva, presidente do conselho de administração da Pharol

O plano de recuperação judicial da Oi prevê a troca de dívida por ações, situação que vai levar a uma forte diluição da posição dos atuais acionistas

A Pharol não vai ao aumento de capital da Oi previsto no plano de recuperação judicial da operadora brasileira, apurou o Dinheiro Vivo. A empresa liderada por Luís Palha da Silva tinha até esta segunda-feira, 16 de julho, para decidir se ia exercer o direito de preferência para subscrever o aumento de capital entre 1,7 e 3 mil milhões de euros. A Pharol não quis comentar esta informação.

Na origem da decisão da companhia estará, de acordo com fontes ouvidas pelo Dinheiro Vivo, no fato de as ações da operadora brasileira estarem a cotar em média num valor substancialmente abaixo do 7 reais/por ação proposto no aumento de capital. Esta segunda-feira, por exemplo, as ações fecharam a 3,80 reais.

A empresa liderada por Luís Palha da Silva tinha obtido em maio em assembleia geral de acionistas luz verde para avançar para um eventual aumento de capital da Pharol até 40 milhões de euros. Autorização acionista que não ser usada neste aumento de capital da Oi.

“O aumento de capital mediante a Capitalização de Créditos será realizado por meio da emissão de, no mínimo, 1.039.868.479 e de, no máximo, 1.756.054.163 Novas Ações, ordinárias nominativas e sem valor nominal, ao preço de emissão de 7,00 reais por ação, de modo que o montante total da Capitalização de Créditos será de, no mínimo, 7.279.079.353,00 reais e de, no máximo, 12.292.379.141,00 reais”, informou a Oi em meados de junho. Ou seja, um aumento de capital de entre 1,7 e 3 mil milhões de euros.

O mesmo está previsto no plano de recuperação judicial da operadora brasileira. O mesmo, desenhado à revelia dos acionistas pelo atual CEO da Oi após indicação do gestor judicial, foi aprovado em assembleia de credores e prevê a troca de dívida por ações, colocando 70% da empresa nas mãos dos credores, e tem como consequência uma forte diluição da posição dos atuais acionistas.

Situações contestadas pela Pharol que pediu mediação do tribunal, processo entretanto suspenso, depois de em Portugal a companhia ter avançado com uma providência cautelar para evitar a venda dos bens da Oi no país, de modo a que pudessem ser usados numa eventual indemnização aos acionistas da Pharol por perdas sofridas com a Oi.

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