Philip Morris obrigada a suspender em Espanha campanha ao iqos

Foram publicados mais de 40 artigos em jornais e revistas generalistas, económicas, desportivas e regionais sobre o iqos.

Um tribunal de Madrid considerou "ilegal" uma campanha de comunicação realizada pela multinacional Philip Morris para promover em Espanha o iqos, dispositivo eletrónico de tabaco sem combustão. O tribunal obrigou a empresa a interromper a campanha e proibiu a sua realização no futuro. O processo judicial, que se iniciou em 2018, foi despoletado pela concorrente Altadis, tabaqueira da British Imperial Tobacco.

Na decisão judicial, foi considerado provado que a multinacional americana Philip Morris iniciou uma campanha de comunicação, após a contratação dos serviços da agência Roman and Associates, para divulgar o iqos através de artigos de jornal, entrevistas com administradores e relatórios sobre a matéria. A denúncia tem por base mais de 40 artigos de jornal publicados entre 2017 e janeiro de 2018 em jornais e revistas generalistas, económicas, desportivas, regionais, em versões impressas e digitais.

O iqos é um dispositivo eletrónico que se enquadra na definição de "novos produtos de tabaco". À venda em Portugal, o sistema aquece um mini cigarro chamado "Heets" - que a Philip Morris também comercializa - sem queimá-lo, para que não produza cinzas ou fumaça.

A Philip Morris defende que o iqos reduz o número de substâncias tóxicas em mais de 90% em comparação com os cigarros tradicionais, mas os profissionais de saúde lembram que, embora o seu consumo não produza fumo, emite um aerossol com elementos nocivos e contém nicotina.

A Philip Morris vai recorrer desta decisão.

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