Pilotos da TAP aprovam greve de dez dias a começar a 1 de maio

TAP vai parar dez dias em maio
TAP vai parar dez dias em maio

Os pilotos da TAP reunidos esta tarde em Assembleia resolveram avançar para uma greve de dez dias, a começar no dia 1 de maio. A paralisação hoje aprovada chega no mês limite para a entrega das propostas pela compra da empresa.

A ruptura que já se esperava entre pilotos e administração da TAP foi hoje confirmada com a aprovação pelo SPAC de uma greve de dez dias que irá colocar a TAP a meio gás. A paralisação será consecutiva, com início às 00h00 de dia 1 de maio e fim a 10 de maio às 23h59.

O Sindicato dos Pilotos da Aviação Civil enumera 30 razões para avançar para esta greve, todas elas relacionadas com questões salariais, acordos de empresa e impactos que a privatização poderá ter e pedem para “o Governo e a TAP a honrarem e valorizarem os acordos de 23 de dezembro de 2014 e de 10 de junho de 1999 e os contributos dos seus Pilotos ao longo dos últimos 15 anos, de um modo equilibrado”.

No fundo, os pilotos pede que a TAP e o Governo avancem com a reposição das diuturnidades suspensas desde 2011 e voltam a apelar ao cumprimento dos direitos que consideram adquiridos com acordo de 1999 e que previa uma fatia de até 20% do capital da companhia aérea, em compensação por ganhos de produtividade e congelamentos salariais dos trabalhadores, em caso de privatização.

“Ao longo da última década, os pilotos têm efetuado numerosas e substanciais concessões à TAP Portugal”, entre elas “renunciaram a salários nominais 22% superiores aos que auferem atualmente”, e “abdicaram, em 2001, do crédito horário associado ao gozo de férias”, tal como “não beneficiaram de todos os automatismos salariais desde 2011, afirmam, acrescentando que “a TAP e o Governo pretendem aumentar os lucros dos investidores e os prémios dos mesmos gestores, à custa do sacrifício dos seus Pilotos”, uma vez que a administração da empresa recusa as reposições.

Na proposta aprovada hoje “os Pilotos manifestam a sua disponibilidade para desconvocar a greve no exato momento em que sejam assegurados de forma inequívoca os direitos acima considerados”.

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