Consumo

Pingo Doce pisca o olho aos veggies e lança hambúrgueres com 0% carne

Hamburguer Vegetariano - Pingo Doce

Em Portugal estima-se que 9% da população seja veggie. É o primeiro lançamento de uma gama de marca própria dirigida a este público-alvo.

O Pingo Doce lançou uma gama de hambúrgueres com zero por cento de carne. É o primeiro lançamento de uma marca própria de uma cadeia de distribuição nacional neste tipo de oferta dirigida a quem procura produtos alternativos à carne. Em Portugal há cerca de 764 mil portugueses adultos veggies.

“O regime flexitariano, que inclui os consumidores que não excluem o consumo de carne mas querem reduzir a sua quantidade, está a ganhar expressão no mercado a nível internacional. O Pingo Doce responde, assim, de forma pioneira, a esta tendência”, diz Rita Manso, diretora comercial de marca própria do Pingo Doce.

Composta por três produtos, Beef Style, Chicken Style e nuggets, a gama agora lançada é feita à “base de trigo e proteína de ervilha, e sem intensificadores de sabor ou aromas de origem animal” e refletem a vontade da cadeia de oferecer alternativas ao consumo de proteína animal. “Estudos recentes revelam que a alimentação opcional à carne tem vindo a ganhar expressão, especialmente entre a geração Z e Millenials.”

Leia ainda: Veggies. Em Portugal marcas pensam em nicho. Em Espanha vale 438 milhões

A inclusão de oferta de produtos alternativos à carne tem vindo a ganhar expressão nas cadeias de restauração. Em Portugal, a Burger King foi a primeira cadeia de fast food a colocar no menu um hambúrguer com base em plantas, depois de vários pilotos no mercado norte-americano, europeu e no Brasil. Lá fora, também a McDonald’s tem vindo a testar esta opção nos menus, embora não haja indicação de que se irá colocar essa oferta no menu em Portugal.

Pelo menos, 9% dos portugueses têm uma alimentação com base nos vegetais, de acordo com um estudo feito pela consultora Lantern. Ou seja, existem cerca de 764 mil portugueses adultos veggies, termo que engloba os vegetarianos (que não comem carne nem peixe, mas os seus derivados), vegan (que não consomem qualquer produto de origem animal) e flexitariana (comem carne e peixe, mas só de vez em quando).

Os números não diferem muito de Espanha, onde 9,9% têm essa opção alimentar, mercado onde essa opção alimentar já gera volumes de negócio na ordem dos 438 milhões de euros para as marcas. Não há dados sobre o que em Portugal este negócio movimenta, mas com este lançamento a cadeia do grupo Jerónimo Martins quer conquistar uma fatia deste mercado crescente.

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