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Pingo Doce: Produção de refeições de Natal subiu 50% neste ano

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Há cada vez mais portugueses a encomendar comida fora para a época natalícia. Neste ano a produção nas cozinhas do Pingo Doce disparou em comparação com o Natal de 2016

Na ceia de Natal de João Freitas há um prato que nunca falta. “Já disse à minha avó: este ano podes descansar, eu levo o cabrito”, conta o diretor da Meal Solutions do Pingo Doce. O cabrito é uma das milhares de refeições que estão a sair das cozinhas centrais da cadeia do grupo Jerónimo Martins para chegar à mesa dos clientes que fizeram as suas encomendas de Natal nas mais de 400 lojas.

O negócio não para de crescer. E, por isso, há planos para duplicar a capacidade de produção desta unidade de negócio – que tem atualmente três cozinhas centrais em Gaia, Aveiro e Odivelas, onde trabalham 250 pessoas – nos próximos dez anos. “Temos de arrancar com o aumento da capacidade de produção no próximo ano. Temos de nos dotar de capacidade antes que esgote”, diz o diretor da Meal Solutions.

O aumento das encomendas neste Natal sustenta a decisão. “Ainda não temos os números finais, mas registamos um crescimento de 50% no total da produção com as refeições de Natal”, adianta João Freitas. E a região norte trouxe uma prenda adicional para o sapatinho da Meal Solutions: “Aparece com um crescimento entre os 60% e os 70%, acima da média”, destaca.

Métodos tradicionais
Na cozinha central de Odivelas, os 180 colaboradores estavam numa azáfama a preparar as encomendas de Natal. “O coração da nossa cozinha é como se fosse a cozinha da casa das pessoas. Temos cozinhas centrais grandes, que produzem em quantidade, mas que no seu coração mantêm os métodos tradicionais como se fosse na casa do cliente. Acreditamos que é aí que fica o sabor e a qualidade da comida”, garante. Por exemplo, o bacalhau seco é demolhado, o arroz de pato é cozinhado na água onde o pato foi cozido, os perus são marinados durante 24 horas num preparado criado pela equipa liderada por Vítor Esteves, o chef executivo do grupo Jerónimo Martins.

Um método tradicional para preparar as toneladas de cabrito, bacalhau, arroz de pato, peru assado com e sem recheio, sericaia, pudim abade de Priscos, entre muitos outros pratos, que neste ano vão sair da cozinha central que serve a Grande Lisboa e região sul. “Tem 5500 metros quadrados e já são poucos: de madrugada vão sair cerca de 20 a 25 camiões carregados de encomendas de Natal e depois outros tantos”, descreve João Freitas.

Aberto o último presente de Natal, no dia 26, as lojas arrancam com as encomendas para o fim de ano. Em 2016, só estas duas épocas do ano registaram um aumento de 104% nas encomendas, segundo o relatório e contas anual do Grupo Jerónimo Martins.

Negócio cresce 10% a 15% ano
“No Pingo Doce a participação do negócio da comida pronta aumenta ano após ano consideravelmente. Já está num patamar de relevância importante para os nossos resultados. É um negócio no qual fizemos investimentos”, garante João Freitas, embora sem revelar qual o peso desta área de negócio que inclui o take away das mais de 400 lojas, a cadeia de 32 restaurantes e o serviço de encomendas, que saiu do forno há 15 anos com cinco cozinhas.

“Em 2006, decidimos dar um novo passo ao perceber que o negócio da comida para fora ia ser uma tendência futura: centralizámos em Odivelas grande parte da produção e construímos uma grande cozinha que, rapidamente, atingiu o seu limite de capacidade”, conta. A atual cozinha de Odivelas nasce em 2011. “Desta cozinha saem em média 20 a 25 toneladas de sopa, comida e sobremesas para abastecer os nossos negócios”, diz.

“Nos últimos anos temos assistido a um crescimento entre os 10% e os 15%. O negócio da comida pronta tem três picos ao longo do ano: Páscoa e Natal e depois no verão, com muita gente de férias e que não quer perder o seu tempo a cozinhar. Nessas épocas o crescimento ainda é mais acelerado: na ordem dos 20%”, adianta o responsável da Meal Solutions.

Take away ganha terreno
Mudanças de hábitos de consumo, mas também a aposta da cadeia nesta área de negócio ajudam a explicar este crescimento. Nas lojas, à medida que são abertas ou são remodeladas, a área de take away ganha expressão, por exemplo. Mas não só. A cadeia lançou igualmente, nas cem lojas da Grande Lisboa – que “consome quase metade do que é o negócio da comida pronta” -, um serviço de encomendas ao longo de todo o ano: com 48 horas de antecedência, o cliente pode encomendar um menu e levantar em loja. E estão a dar os primeiros passos no canal Horeca (hotéis, restaurantes e cafés), através do Recheio, o cash & carry do grupo. “Estamos a desenvolver mais projetos de parceria com a área grossista do grupo, com o fornecimento de sopa, comida e sobremesas. Achamos que há um potencial muito grande para esse negócio se desenvolver no canal Horeca”, diz o responsável da Meal Solutions.

Neste ano, João Freitas estima que a produção aumente entre 5% e 10%. Ritmo que não se deve manter no futuro. “Estamos plenamente convencidos de que o negócio da comida pronta, muito ligado à conveniência dos clientes, vai continuar a crescer nos próximos anos na ordem dos 10% a 15%, ou mais. E temos de estar preparados. Estamos já a trabalhar numa visão de médio prazo no nosso aumento de produção”, adianta. “Por motivos de aumento do negócio, já começa a ser urgente para nós aumentar a capacidade de produção”, reforça o diretor da Meal Solutions.
“Queremos duplicar a capacidade de produção” nos próximos dez anos, diz. Para lá chegar há vários cenários em cima da mesa. “Pode passar por aumentar a área existente, uma nova cozinha ou renovar tecnologicamente as atuais”, adianta. “Temos de decidir nos próximos meses.”

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