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Plataforma portuguesa de contratação de serviços opera em mais três países

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Start-up portuguesa Fixando iniciou recentemente operação em Espanha, México e Chile.

A ‘start-up’ portuguesa Fixando, que disponibiliza uma plataforma digital para contratação de serviços, iniciou recentemente operação em Espanha, México e Chile e até ao primeiro semestre do ano poderá expandir-se para mais países da Europa e da Ásia.

Em funcionamento desde janeiro de 2017, a plataforma funcionava além de Portugal, na Alemanha, Áustria e Suíça e, desde a semana passada, entrou em Espanha, México e Chile.

“Estimamos que no primeiro semestre ocorra a expansão para [outros] países dos continentes europeu e asiático”, informou David Cordeiro, responsável de vendas e marketing da empresa.

À agência Lusa, o responsável explicou que a “base desta expansão prende-se com o facto de os consumidores estarem a adotar cada vez mais o ‘online’ para a contratação de serviços”, numa tendência que se observa em Portugal e no estrangeiro.

Até agora, o mercado de serviços funcionava sobretudo numa “vertente muito tradicional, no ‘offline’, a perguntar a amigos e familiares”, assinalou o responsável, notando, assim, a “falha no mercado” online nesta área de contratação de serviços.

A escolha de mercados internacionais relaciona-se ainda com a “concentração de internet, a percentagem de consumidores que utiliza a internet e o aumento que tem vindo a evoluir nos últimos anos”.

Quanto ao investimento necessário para a internacionalização, David Cordeiro referiu “algumas dezenas de milhares de euros”, ou seja “valores que não são muito significativos porque a plataforma é bastante escalável ao longo do tempo”.

No primeiro ano, no mercado português a plataforma alcançou mais de 28 mil clientes e quatro mil profissionais, enquanto na Alemanha conta com 500 profissionais registados na plataforma e mais de 4.000 clientes ativos, segundo dados da empresa, que atua atualmente em sete países.

Em outubro, a propósito da participação na conferência internacional de empreendedorismo e tecnologia Web Summit, David Cordeiro explicava que a empresa propõe-se simplificar o processo de contratação, porque “cada vez que uma pessoa procura contratar um serviço, muitas vezes depara-se com um processo demorado”. A ideia é “simplificar o processo que muitas vezes se torna complexo”, disse.

Para usufruir dos serviços disponíveis, o cliente final deve recorrer à plataforma ‘online’ e responder a questões predefinidas pelo ‘site’ acerca da prestabilidade que necessita e, em seguida, vai receber até cinco propostas de profissionais em, aproximadamente, 48 horas.

Este processo é totalmente gratuito para o consumidor final.

A missão da empresa para os prestadores de serviço é ajudar “pequenos empresários, os prestadores de serviços, pequenas empresas, ‘freelancers’ e empresários em nome individual” a encontrar novos clientes e a aumentar o volume de negócios, esclareceu o dirigente.

Os profissionais que se candidatam a prestar os serviços conseguem aceder à plataforma quando realizam um registo ‘online’ que lhes possibilita a angariação automática de 15 créditos gratuitos para que possam “testar a plataforma e enviar de cinco a sete propostas” de resolução dos serviços pedidos, disse o responsável em entrevista à Lusa.

Cada sugestão enviada ao cliente final tem um valor em créditos e, depois de terminados os 15 créditos oferecidos pela marca, o cliente profissional pode comprar um dos pacotes disponíveis pela empresa para continuar a aceder à plataforma e a fazer negócios.

Os pacotes vendidos são de 60, 100 e 200 créditos, sendo que, “quanto maior for o pacote, maiores serão as vantagens para os profissionais”, referiu David Cordeiro.

O responsável pelo projeto afirmou que os créditos comprados pelos clientes profissionais são a “única forma que a Fixando tem para fazer receita”.

A plataforma tem um sistema de ‘review’ (crítica) e, no final do serviço, os clientes têm a opção de avaliar o profissional.

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