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Plataforma portuguesa põe marcas a venderem peças em videojogos

Gonçalo Cruz , co-fundador da Platforme. 
( Arquivo / Global Imagens )
Gonçalo Cruz , co-fundador da Platforme. ( Arquivo / Global Imagens )

Tecnológica Platforme aposta em duas novas unidades de negócio, para criação de protótipos virtuais realistas e colocação de coleções digitais.

A plataforma portuguesa Platforme nasceu em 2015 para personalizar a moda de luxo. Cinco anos depois, esta empresa lançou esta quinta-feira duas novas unidades de negócio para criar novas oportunidades para as marcas de moda, a Skinvaders e a Ddigitt.

A Skinvaders permite às empresas venderem peças de roupa em videojogos. O comércio dessas roupas virtuais, conhecidas como ‘skins’, vale atualmente 76 mil milhões de dólares (67,2 mil milhões de euros) e é uma nova fonte de receita para marcas e as produtoras de jogos.

“As parcerias recentes entre marcas e alguns jogos demonstram que estes dois mundos estão a começar a convergir – com os videojogos a começarem a ser considerados um meio privilegiado, não só para marketing mas também para vendas digitais”, assinala a nota de imprensa enviada esta quinta-feira. A Skinvaders, para já, está a desenvolver vários projetos-piloto privados e que deverão ser disponibilizados ao público no final deste ano.

A Ddigitt é uma empresa dedicada à consultoria de estratégias 3D e que permite a criação de protótipos virtuais realistas. Substituindo as amostras físicas por amostras digitais, “acelera-se em cerca de 50% o processo de desenho de novos produtos” com comparação com o processo convencional”, destaca Paulo Salgado, diretor-geral desta unidade.

Christian Dior, Hermès, Gucci e Fendi são algumas das marcas com que esta unidade da Platforme já está a trabalhar para executar estas cadeias de valor de produto digitais.

O lançamento das duas novas unidades da Platforme foi possível graças à ronda de investimento de 10,5 milhões de euros. Anunciada em setembro de 2019, contou com a participação da retalhista norte-americana Nordstrom, de Paula Amorim (líder do grupo Amorim), de José Neves (líder da Farfetch e co-fundador da Platforme) e do fundo de co-investimento português 200M, escreveu na altura o semanário Expresso.

Fundada por Gonçalo Cruz, José Neves e Ben Demiri, a Platforme já angariou, no total, perto de 18 milhões de euros de investimento. Conta com escritórios no Porto (centro tecnológico) e em Londres.

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