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Polícia Judiciária faz buscas em bancos. Montepio é o alvo principal

Polícia Judiciária

Mais de 90 elementos da Polícia Judiciária estão a cumprir 15 mandados de busca. Gestão de Tomás Correia, do Montepio, em causa

Sedes de bancos, uma associação, casas particulares e sedes de empresas estão a ser alvo de buscas por parte da Polícia Judiciária. A operação está a ser realizada pela unidade nacional de combate à corrupção esta quinta-feira e estão a ser cumpridos 15 mandados de busca. O Banco Montepio é a instituição mais visada nestas buscas. O banco assegura que está a colaborar com as autoridades.

De acordo com o DN, as buscas feitas além de envolverem várias instituições bancárias, centraram-se também na sede social da Associação Mutualista Montepio, em domicílios (nomeadamente a casa de Tomás Correia, que foi até dezembro de 2019 presidente da Associação Mutualista Montepio) e em sedes de empresas. O banco Montepio é a principal alvo da investigação.

Em declarações ao Dinheiro Vivo, António Tomás Correia, ex-presidente do Montepio e da Mutualista, afirmou desconhecer se a sua residência em Lisboa foi alvo de buscas e afastou que seja arguido. “Não faço ideia do que se passa”, disse o antigo banqueiro.

“Estão a ser levadas a efeito, esta quinta-feira, várias diligências para cumprimento de 15 (quinze) mandados de busca e apreensão, em Instituições Bancárias, na sede social de uma associação, em domicílios e em sedes de empresas”, refere a nota de imprensa divulgada pelo Ministério Público. Estão sob investigação “crimes de burla qualificada, branqueamento e fraude fiscal qualificada”.

As buscas “incidem sobre um conjunto de clientes de instituições financeiras e de entidades suas detentoras, com o propósito de recolha de prova relativamente a operações bancárias realizadas por clientes entre 2011 e 2014, bem como documentação relacionada com estas operações”.

O Banco Montepio já confirmou que está a ser alvo de buscas. “O Banco Montepio informa que se realizaram esta quinta-feira, dia 16 de janeiro, buscas nas instalações. Mais se informa que, conforme o teor do comunicado publicado pela Procuradoria-Geral da República (PGR), se trata de diligências a propósito de operações de clientes, que reportam a factos ocorridos entre os anos 2011 e 2014. A instituição cumpre escrupulosamente os seus deveres de colaboração com as autoridades.”

Juízes, funcionários da Autoridade Tributária e do Banco de Portugal também estão a acompanhar estas buscas, segundo a nota de imprensa.

(Atualizada às 15H38 com declarações de Tomás Correia)

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