Portagens nas Ex-SCUT rendem 96,6 milhões de euros no primeiro semestre

Fotografia: D.R.
Fotografia: D.R.

As ex-SCUT - as autoestradas sem custos para o utilizador que passaram a ter portagens há cerca de dois anos - renderam 96,6 milhões de euros à Estradas de Portugal, anunciou ontem a empresa em comunicado. O montante é 66,5% do total arrecadado em portagens no primeiro semestre do ano e que foi 145,1 milhões de euros, segundo dados divulgados segunda-feira.

A ex-SCUT da Beira Litoral e Alta e a
de Costa de Prata foram as que mais pesaram neste valor, ou seja,foram as que registaram mais receitas neste período, respetivamente
21,3 e 15,9 milhões de euros. Seguiu-se a ex-SCUT Norte Litoral com 14,9 milhões, a da Beira Interior com receitas de 13,3 milhões, a Grande Porto com 12,7 milhões, a Via do Infante com 10,8 milhões e por fim a Interior Norte com 7,9 milhões de euros.

No entanto, a que teve o melhor desempenho neste semestre foi a Via do Infante (ex-SCUT do Algarve)cujas receitas aumentaram 21% em comparação com o mesmo período de 2013. As restantes ex-SCUT registaram crescimentos mais pequenos,entre 4% e 8%, mas todas elas cresceram. Uma situação que a empresa considera positiva uma vez que, a introdução de portagens permitiu que elas fossem paguem por quem as usa e não por todos os contribuintes através do Orçamento do Estado.

Receitas crescem em todas as vias

A par do aumento das receitas nas
ex-SCUT, registou-se igualmente um crescimento das portagens de todas as outras vias da Estradas de Portugal. Por exemplo, no primeiro
semestre a concessão do Norte (que integra a A7 e a A11) cresceu 4%.E a da Grande Lisboa (na zona de Sintra e da Ericeita) aumentou as
cobranças em 7% para 4,6 milhões. Até as subconcessões Pinhal Interior, Transmontana, Litoral Oeste e Baixo Tejo – cujas receitas
totais foram só 7,4 milhões de euros, ou seja, 5,1% do total – registaram crescimentos significativos entre o primeiro semestre de
2013 e o de 2014.

Assim, na Baixo Tejo o crescimento das
receitas foi de 17% devido à abertura de novos troços em abril do ano passado, explica a empresa. Na Pinhal Interior deu-se um aumento
de mais de 30% para 4,2 milhões, na Litoral Oeste o aumento foi de 9,2% para 871,1 mil euros e na Transmontana o salto foi de oito
vezes, para 582,7 mil euros.

“A obtenção deste crescimento das receitas resulta da progressiva recuperação dos
níveis de utilização das autoestradas, aliado à melhoria na eficiência dos sistemas de cobrança e aumento dos níveis de pagamento dos condutores de veículos de matrícula estrangeira”,explica a Estradas de Portugal.

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