Portal da Queixa: Portugueses consideram que Black Friday "não faz sentido"

Portal da Queixa realizou um inquérito com cerca de 2000 pessoas das quais metade admitiu que costuma esperar pelas promoções de Black Friday. Dos inquiridos, apenas cerca de 30% revelou ter feito compras no âmbito desta campanha em 2020. E a maioria das compras não foi para antecipar as compras de Natal.

A próxima sexta-feira, 26 de novembro, é a data oficial da Black Friday. A maioria dos portugueses inquiridos pelo Portal da Queixa considera que "não faz sentido" esta campanha em Portugal. Apesar disso, cerca de metade dos 2000 inquiridos tenha admitido ter por hábito esperar por esta campanha. Dos que fizeram compras na Black Friday de 2020, mais de metade admitiu que foi para antecipar a quadra natalícia.

A Black Friday nasceu nos Estados Unidos e tipicamente dá o pontapé de saída na época de compras para o Natal. É caraterizada por campanhas promocionais por parte dos retalhistas e grandes armazéns. O Portal da Queixa levou a cabo o inquérito "Estudo Black Friday 2021", junto de um universo de 2000 inquiridos, com idades compreendidas entre os 18 e maiores de 65 anos. Uma das conclusões deste estudo é que "74,50% dos consumidores é da opinião de que a Black Friday "já não faz sentido", tendo em conta as campanhas promocionais efetuadas ao longo de todo o ano. No entanto, para 25,50% dos portugueses, o evento ainda continua a fazer sentido".

Um outro dado apurado através deste inquérito é que 50,8% admitiu que tem por hábito esperar pelas promoções de Black Friday e 49,20% revelou que "não" tem esse hábito. Além disso, questionados se no ano passado realizaram compras no âmbito da campanha de Black Friday, 30,40% dos inquiridos respondeu que "sim", e 69,60% respondeu que "não".

O setor da tecnologia - telemóveis, computadores e televisões - foi a categoria que registou maior volume de compras, segundo os inquiridos e tendo em atenção a campanha do ano passado. A área de moda - com roupa e acessórios - surge em segundo lugar e os segmentos de livros/música/papelaria em terceiro.

"Sobre a forma como as compras foram realizadas, os inquiridos responderam: Loja Física (37,90%); Loja Online (46,10%) e em ambas (16%)", indica o Portal da Queixa em comunicado.

Quanto aos valores gastos no ano passado nesta campanha, 35,5% dos inquiridos indicou que gastou entre 101 euros e 250 euros, 28,1% afirmou ter gasto até 100 euros, 19,9% disse que realizou compras entre 251 e 500 euros, 6,6% indicou que gastou entre 501 euros e 750 euros. E quase 10% disse que despendeu mais de 750 euros.

Um outro dado revelado pelo estudo é que a maioria dos inquiridos não aproveitou a campanha de 2020 para fazer compras para o Natal. "E se os consumidores aproveitam a ocasião para fazer as compras de Natal, o estudo evidenciou que não, com 66,10% das pessoas a responder que não considera a Black Friday uma oportunidade para fazer compras de Natal. Apenas 33,90% respondeu que "sim"".

Sónia Lage Lourenço, CEO & Founder do Portal da Queixa, em comunicado comenta que, segundo os resultados do estudo "interpretámos que o fenómeno Black Friday reduziu o seu impacto e interesse junto dos consumidores, consequência direta de todos os momentos de promoções que acontecem ao longo do ano".

"Os dados relativos às compras no último ano, dão-nos ainda outra perspetiva: apesar da rápida adaptação às compras online - fruto dos condicionamentos vividos nos últimos tempos -, este não foi, de todo, o momento para comprar. Verificámos também que, ao contrário do que muitas vezes ouvimos, para o consumidor, esta não é vista como uma oportunidade para antecipar as suas compras de Natal", remata a responsável.

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