Porto de Setúbal

Porto de Setúbal: Patrões e estivadores prontos para voltar a negociar

ANDRÉ AREIAS/LUSA
ANDRÉ AREIAS/LUSA

A Operestiva, operadora do porto, congratulou-se com decisão do sindicato dos estivadores, que apresentou três datas para voltar às negociações.

O conflito laboral no Porto de Setúbal poderá ser desbloqueado nos próximos dias. Esta terça-feira, a Operestiva, a empresa que opera neste porto, e o SEAL – Sindicato dos Estivadores e Atividade Logística deram o ponto de partida para que sejam retomadas as negociações e permitir que o porto de Setúbal possa voltar a funcionar com normalidade depois da paralisação dos estivadores eventuais.

O SEAL propôs às associações que representam as empresas portuárias de Setúbal “o agendamento de reuniões” nos dias 23, 29 e 30 de novembro, ou seja, entre o final desta semana e o início da próxima semana, de acordo com a carta enviada à ANESUL, Associação dos Agentes de Navegação e Empresas Operadoras Portuárias, e que foi divulgada ao início da tarde.

O sindicato dos estivadores, nas reuniões, quer que seja discutido um “contrato coletivo de trabalhado” e que seja possível “encontrar soluções para os diversos problemas que têm vindo a marcar a realidade laboral portuária” decorram, como habitualmente, nas instalações da referida associação.

A Operestiva, na sequência deste anúncio, “congratulou-se com a comunicação escrita recebida hoje [terça-feira] na ANESUL (a Associação que a OPERESTIVA integra), do sindicato Seal, para que possam ser reiniciadas as negociações, para resolução de todas as questões referentes ao Porto de Setúbal”, segundo nota de imprensa.

Mas a operadora detida pela Yilport e Naviport voltou a avisar o sindicato que só negoceia se a greve for cancelada: “Como é prática no Porto de Setúbal, foi requerido ao Sindicato Seal que as negociações prossigam tal e qual como no momento em que foram interrompidas pelo próprio Sindicato, ou seja, sem greve e sem paralisação por parte dos trabalhadores eventuais”, acrescenta o documento.

Na Operestiva há 10 trabalhadores efetivos. Outros 90 são eventuais recrutados diariamente e exigem que a empresa se sente à mesa com o Sindicato dos Estivadores e da Atividade Logística (SEAL) para a negociação de um contrato coletivo. Querem que parte do grupo seja contratado, mas que haja também garantias de que os trabalhadores que ficarem sem vínculo realizarão turnos extra que até aqui são entregues prioritariamente a efetivos.

A paralisação dos estivadores precários afetos a dois dos terminais do porto de Setúbal, desde o dia 5, levou ao cancelamento das escalas dos navios de carga contentorizada desde a semana passada e ameaçou limitar as operações da Autoeuropa, que chegou a admitir a possibilidade de parar a produção. A fábrica de Palmela resolveu este assunto, para já, com recurso ao Porto de Vigo, que será utilizado a partir do final desta semana, de forma temporária, para enviar os automóveis produzidos na fábrica do grupo VW em Portugal.

A fábrica de Palmela tem já mais de cinco mil carros parados à espera de serem transportados para a Alemanha, com capacidade de armazenamento de viaturas limitada, até mais três mil viaturas, em Setúbal, nos seus parques e na Base Aérea do Montijo.

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