Emprego

Porto no ranking dos clusters tecnológicos em crescimento

Centro histórico do Porto. Fotografia: Fábio Poço/Global Imagens
Centro histórico do Porto. Fotografia: Fábio Poço/Global Imagens

Nos próximos cinco anos, o emprego na área tecnológica deve continuar a crescer na cidade nortenha

O Porto integra o ranking dos clusters tecnológicos em crescimento, ocupando a sete posição numa lista de dez cidades liderada por Derby/Nottingham. À frente da Invicta estão também Florença, Cracóvia, Leeds, Vigo e Katovice. Este ranking resulta de um estudo da consultora imobiliária CBRE da região EMEA (Europa, Médio Oriente e África”.

De acordo com o relatório da CBRE, o Porto regista um crescimento a dois dígitos no emprego na área tecnológica desde 2010 e as previsões apontam para a expansão deste indicador nos próximos cinco anos.

Os clusters em crescimento são cidades onde as áreas tecnológicas estâo em expansão “para apoiar outros setores”, porque “são destinos de baixo custo de mão de obra” e “algumas são cidades de segundo nível e centros de negócios regionais”. Serem “cool” para trabalhar também é um fator determinante nesta categoria.

“Estes clusters em crescimento, dos quais faz parte a cidade do Porto, são talvez os mais interessantes, uma vez que demonstram a natureza flutuante do setor da tecnologia e a importância crítica do trabalho e das competências na evolução das cidades tecnológicas”, diz Cristina Arouca, diretora de Research da CBRE Portugal .

Para a responsável, “a questão de onde é possível encontrar mão-de-obra na área da tecnologia está a condicionar as escolhas de muitas empresas hoje em dia, e isso inclui alguns locais não tão óbvios, mas cada vez mais importantes, com credenciais fortes em termos de competências”.

Para Richard Holberton, diretor de research da CBRE EMEA, “os milennials estão mais acostumados a correr riscos e muitas vezes não aspiram a trabalhar para marcas de topo. Start-ups, onde podem liderar o desenvolvimento de um produto ou uma atividade específica, são habitualmente a solução preferencial”.

O consultor defende que a “análise das caraterísticas dos mercados de trabalho na área da tecnologia deve ser parte determinante na escolha de uma localização e muitas cidades com menor dimensão, mas de rápido crescimento, na região EMEA oferecem possibilidades favoráveis”.

Londres é a cidade líder do ranking dos maiores clusters de tecnologia na região EMEA, ou seja, é um centro financeiro com mais de 70 mil pessoas empregadas no setor tecnológico.

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