portos

Portos movimentaram menos carga em 2018. A culpa é do petróleo e do carvão

Porto de Sines.
( Nuno Pinto Fernandes/ Global Imagens )
Porto de Sines. ( Nuno Pinto Fernandes/ Global Imagens )

Recorde de movimento de contentores, carros e outros granéis foi insuficiente para travar quebra de 3,5% no volume total de carga.

Os portos portugueses fecharam o ano de 2018 com uma quebra de 3,5% face a 2017 no volume total de carga, atingindo 93 milhões de toneladas, ou seja, menos 3,3 milhões.

De acordo com um relatório da AMT – Autoridade da Mobilidade e dos Transportes, “o mês de dezembro, tomado isoladamente, registou um acréscimo homólogo de 7,7% no ano 2018”, sendo que “os desempenhos da carga contentorizada, bem como todo o segmento de contentores, dos outros granéis sólidos e da carga ‘ro-ro'” permitiram “atingir os volumes mais elevados de sempre”.

No entanto, “o ano de 2018 encerrou com uma quebra de 3,5% face a 2017”, ou seja, “um volume total de carga movimentada de quase 93 milhões de toneladas”, salientou a AMT.

Segundo o mesmo relatório de acompanhamento do setor, “este desempenho do sistema portuário do continente foi basicamente determinado pelas reduções de importação de petróleo bruto e de carvão, respetivamente de menos 1,63 e de menos 1,25 milhões de toneladas, bem como da exportação de produtos petrolíferos, cujo volume total embarcado recuou 1,38 milhões de toneladas”.

Este desempenho acabou por anular “os crescimentos da carga contentorizada, dos outros granéis sólidos e da carga ‘ro-ro’, que, após aumentos respetivos de 1,9%, 5,6% e 11,1%, representaram mais 1,26 milhões de toneladas”, explicou a AMT.

O organismo destacou ainda a carga fracionada, que verifica “quebras pelo quarto ano consecutivo, tendo em 2018 registado uma redução de 6,6% face a 2017”, revelou o documento.

Aveiro e Faro com desempenhos positivos

Tendo em conta o volume global de carga movimentada, “independentemente da sua tipologia, constata-se que apenas os portos de Aveiro e de Faro registam desempenhos positivos, com o primeiro a apresentar mesmo um valor recorde de tonelagem, ultrapassando as 5,6 milhões de toneladas e atingindo uma quota de 6,1% (superior em 0,7 pontos percentuais (pp) à de 2017), refletindo um acréscimo homólogo de 9,2%, e o segundo, embora longe dos seus máximos históricos, a pautar pela relativa regularidade de movimento nos últimos meses, embora representando uma quota de apenas 0,2%”.

Os restantes portos registaram um comportamento negativo, com destaque para Sines, cuja movimentação se reduziu em dois milhões de toneladas, ou seja, 4%.

Seguem-se Lisboa, com menos 913,4 mil toneladas – equivalente a menos 7,5% -, e ainda Setúbal, com menos 443 mil toneladas (6,7%), e Leixões, que recuou 354 mil toneladas (1,8%)”, de acordo com a AMT.

No segmento de contentores, os portos nacionais registaram um comportamento positivo, “em todas as vertentes de análise, número de unidades, volume de TEU e tonelagem movimentada, tendo fixado recordes em todas elas. O volume de TEU atingiu quase a marca de 3 milhões, tendo-se fixado em 2,99 milhões”, constata a entidade.

“Este comportamento é potenciado pelos portos de Leixões e de Sines, que atingiram as suas melhores marcas com 667,5 mil TEU [medida-padrão utilizada para calcular o volume de um contentor] e 1,75 milhões, respetivamente, superiores em cerca de 5% aos seus valores máximos anteriores. O desempenho destes dois portos beneficiou naturalmente das perturbações laborais que marcaram Lisboa, Setúbal e Figueira da Foz, que fecharam o ano registando quebras respetivas de 13,5%, 19,1% e 23,2%”, lê-se no documento.

Comentários
Outras Notícias que lhe podem interessar
Hoje
Lisboa. MÁRIO CRUZ/LUSA

Défice externo até julho agrava-se para 1633 milhões de euros

Secretário de Estado da Proteção Civil, José Artur Neves.
Maria João Gala / Global Imagens

Secretário de Estado da Proteção Civil demitiu-se

Rui Rio quer jornalistas penalizados por violação do segredo de justiça

Rui Rio quer jornalistas penalizados por violação do segredo de justiça

Outros conteúdos GMG
Portos movimentaram menos carga em 2018. A culpa é do petróleo e do carvão