Portucel com lucro de 41,78 milhões de euros

Os resultados da Portucel, no primeiro trimestre deste ano registaram uma subida de 2,3% face a igual período do ano passado, com o resultado líquido a ascender a 41,78 milhões de euros. Resultado que beneficiou do aumento do preço da pasta de papel e da subida do dólar.

De acordo com o comunicado da empresa para a Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), o Grupo Portucel registou um volume de negócios de 388,8 milhões de euros, "o que representa um crescimento de 6,4% comparado com igual período de 2014". Salienta ainda que "o valor do volume de negócios divulgado inclui 14,5 milhões de vendas relativas à AMS, empresa de tissue recentemente adquirida pela Portucel, que passou a estar incluída nos resultados".

Dá conta ainda que "quando comparado com o período homólogo, o primeiro trimestre de 2015 ficou marcado pela redução de 4,6% no consumo aparente de UWF na Europa. Neste enquadramento, o Grupo registou uma redução de 1,8% no seu volume de vendas, uma redução que, no entanto, foi mais do que compensada pela evolução favorável do preço médio de venda do Grupo, pelo que as vendas de papel em valor no período cresceram cerca de 1,5%".

A situação de mercado possibilitou a continuação da subida de preços verificada no trimestre anterior, cerca de 2%, o que, "devido ao efeito cambial, se traduziu numa subida ainda mais acentuada no preço de referência em euros, que cresceu 17,8%", frisa o Grupo, liderado por Diogo Silveira. Acrescentando que a evolução do preço da pasta permitiu "um aumento de 12,7% no valor das vendas, apesar da diminuição de cerca de 5% na quantidade vendida, essencialmente devido à menor disponibilidade de pasta de mercado, na sequência das paragens de manutenção programadas nos complexos fabris do Grupo".

Assim as receitas totais da Portucel aumentaram 6,4% para 388,8 milhões de euros. O EBITDA (resultados operacionais, amortizações e provisões) da Portucel nos três primeiros meses do ano foi de 81,4 milhões de euros, contra 78 milhões no mesmo trimestre de 2014, o que representou um aumento de 4,4%. Os analistas esperavam um EBITDA médio de 79,3 milhões.

Quanto às paragens das unidades fabris, a Portucel refere que "tiveram igualmente impacto na produção e venda de energia elétrica. Adicionalmente, foi realizada uma prolongada revisão programada de um dos turbogeradores da fábrica de Cacia, o que afectou de forma significativa o balanço de energia desta unidade". A produção bruta situou-se 1% acima do valor do período homólogo em 2014, verificando-se, no entanto, uma redução de 3,5% nas vendas de eletricidade à rede.

Os resultados financeiros foram negativos em 8,7 milhões de euros, o que compara com um valor também negativo de 7,3 milhões de euros no primeiro trimestre de 2014. "Não obstante o decréscimo dos custos líquidos das operações de financiamento que se verificou no trimestre".

Quanto ao futuro, a Portucel realça o impacto positivo que o fortalecimento do dólar tem na indústria do papel, prevê que a procura continue a aumentar, impulsionada pelo mercado chinês. Do lado negativo, a empresa fala na incerteza "quanto ao impacto no mercado da entrada da nova capacidade de pasta proveniente do Brasil, com arranque previsto em maio, e cujo impacto relevante se deverá sentir a partir de Setembro."

Quanto à expansão de capacidade de pasta de Cacia, prosseguiram os trabalhos de construção civil, ocorrendo as entregas de uma parte significativa dos equipamentos. As ligações ao equipamento principal deverão ocorrer no mês de junho, durante uma paragem de produção de cerca de três semanas, reiniciando-se a atividade produtiva já no mês de julho.

Em relação a Moçambique, o ano foi marcado por uma adversidade climatérica extrema, a qual provocou cheias com efeitos devastadores para as atividades económicas. "Na área de implementação do Projeto Portucel Moçambique verificou-se o colapso de várias pontes e estradas, impossibilitando a circulação em eixos fundamentais. Apesar desta enorme adversidade, a Portucel

Moçambique tem procurado todo o tipo de soluções para ultrapassar as dificuldades, o que tem permitido manter as operações".

A 31 de março de 2015, a dívida líquida remunerada totalizou 282,2 milhões de euros, incluindo um valor de 26,5 milhões de euros relativos à dívida a AMS. A dívida bruta de longo prazo do Grupo situou-se em 482,1 milhões de euros, ascendendo a dívida com prazo de vencimento inferior a 1 ano a 159,7 milhões de euros.

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