Portucel já investiu 92,8 milhões em projeto florestal em Moçambique

A Portucel já investiu em Moçambique 92,8 milhões de euros num projeto de plantio de eucaliptos, que vai incluir a construção de uma fábrica de papel, disse hoje em Maputo, João Lé, diretor-executivo da empresa.

O anúncio sobre o projeto em Moçambique, que arrancou em 2015, foi feito no ato de lançamento do Conselho Consultivo da Portucel (CCP).

A plataforma foi instituída em 2015 para a monitorização do projeto de plantação de eucaliptos da Portucel em oito distritos das províncias da Zambézia e Manica, centro de Moçambique, que vão alimentar uma fábrica de pasta de papel no país e produzir energias renováveis.

Na ocasião, João Lé afirmou que a empresa já explorou 4% dos 356 mil hectares sobre os quais incide o Direito de Uso e Aproveitamento de Terra (DUAT), concedido à empresa portuguesa pelo Governo moçambicano.

"Hoje, temos 13 mil hectares cultivados, o que corresponde a 4% do DUAT", afirmou João Lé.

O responsável da Portucel acrescentou que a empresa já investiu mais de cinco milhões de dólares (4,2 milhões de euros) no seu Programa de Desenvolvimento Social, tendo beneficiado 5.500 agregados familiares dos oitos distritos do centro de Moçambique onde está a executar o projeto.

"Temos que garantir a conjugação dos interesses sociais, ambientais e os usos agrícolas das comunidades, mas tendo sempre presente que não há desenvolvimento sem investimento", afirmou.

O projeto da Portucel, prosseguiu, tem enfrentado riscos derivados da deterioração do ambiente económico e financeiro em Moçambique, degradação das infraestruturas, devido às calamidades naturais, e dificuldades de acesso à terra ao ritmo previsto.

O viveiro que a Portucel está a implantar em Moçambique será o maior em África, com capacidade de produção de 12 milhões de árvores por ano, para abastecer o seu megaprojeto florestal nas províncias da Zambézia e de Manica.

Prevê-se a construção, em 2023, de uma fábrica para o processamento de pasta de papel, num investimento de 2,1 mil milhões de euros, um dos maiores além da indústria extrativa no país, prevendo-se a criação de sete mil postos de trabalho.

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