Portucel vende para 118 países. É a empresa mais internacional

"O papel de Portugal no mundo é mais importante do que imagina." O slogan é do grupo Portucel e traduz a sua vertente exportadora, sendo que em 2013 a Portucel Soporcel atingiu o patamar mais alto de sempre de uma empresa portuguesa ao colocar os seus produtos, em simultâneo, em 118 países diferentes. Para 2014 a palavra de ordem é consolidar e ganhar quota.

O grupo fechou 2013 com 1530,6 milhões de euros de faturação, sendo que 1215 milhões foram obtidos nos mercados internacionais. Sendo certo que os resultados líquidos ficaram ligeiramente abaixo do ano anterior (210 milhões contra 211 milhões em 2012), e que o EBITDA caiu 9,1% para 350,5 milhões de euros, a verdade é que as vendas cresceram 1,9% e os resultados, na sua globalidade, foram muito bem recebidos pelos analistas.

"Temos de estar relativamente satisfeitos com estes resultados, num contexto global muito difícil que a economia mundial tem atravessado e Portugal também", disse ao Dinheiro Vivo Manuel Regalado, CFO do grupo. Além do mais, a concorrência "é global e temos permanentemente de trabalhar para sermos competitivos". E a solidez financeira da empresa "é a melhor forma de garantir os investimentos necessários para manter essa competitividade no mercado global", defende.

Atingido o patamar dos 118 destinos de exportação, o grupo aposta agora na consolidação e nos ganhos de quota. Mas Moçambique, onde a Portucel está a desenvolver um projeto integrado de produção florestal, de pasta de celulose e de energia, é a grande prioridade. "Temos os nossos melhores recursos alocados ao projeto, que é um compromisso de longo prazo", afirma Manuel Regalado.

E dados os resultados "encorajadores" obtidos no período experimental, o projeto - avaliado em 2,3 mil milhões de dólares (cerca de 1,7 mil milhões de euros) - está a entrar numa nova fase. Para a preparar, a Portucel decidiu avançar com o estudo de impacto ambiental e social "segundo os padrões internacionais mais exigentes". E porque o projeto envolve a inclusão das comunidades locais e o fomento do tecido empresarial, assinou um contrato de consultoria com a International Finance Corporation, do grupo do Banco Mundial.

"Em 2013 deu-se ênfase ao apoio no desenvolvimento da agricultura junto das comunidades da área do projeto, tendo sido estabelecidos 78 hectares de campos de demonstração com culturas essenciais à segurança alimentar, como o milho, a soja e o feijão", explica o administrador financeiro da Portucel, sublinhando que em 2014 as áreas de demonstração irão "crescer significativamente".

Em Portugal, o grupo estará envolvido na requalificação e reconversão da fábrica de Cacia, um investimento de 120 milhões e cuja candidatura ao sistema de incentivos à inovação foi já aprovado pela AICEP.

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