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Portugal com recorde de pedidos de patente em 2019

Fotografia: Paulo Spranger/Global Imagens
Fotografia: Paulo Spranger/Global Imagens

As instituições de ensino, investigação e empresas nacionais apresentaram, junto do Instituto Europeu de Patentes, um total de 272 pedidos de registo de propriedade intelectual, o número mais elevado de sempre.

Nunca como no ano passado Portugal fez tantos pedidos de patentes. Em 2019, as empresas, institutos de investigação e universidades apresentaram 272 pedidos junto do Instituto Europeu de Patentes. É uma subida de 23% face ao ano anterior e o valor mais elevado de sempre. Estes pedidos são sujeitos a avaliação e a decisão demora sempre vários meses, pelo que ainda não é possível saber quantas patentes vão ser atribuídas.

Olhando para os últimos dez anos, os pedidos de patente por parte de entidades nacionais mais do que triplicaram. O presidente do Instituto Europeu de Patentes, o português António Campinos, mostra-se “agradado” com o crescimento dos pedidos de patentes por parte de entidades nacionais, “o que demonstra que o país continua a aumentar a sua capacidade de investigação, desenvolvimento e inovação”.

A subida do número de pedidos de proteção intelectual de Portugal deve-se, sobretudo, à expansão significativa em 10 das 15 áreas tecnológicas de maior importância do País. A área de tecnologia médica foi a que inscreveu mais pedidos (22), seguida pela farmacêutica (19) e mobiliário e jogos. Por outro lado, os crescimentos mais significativos de pedidos de patente registaram-se nas áreas de tecnologias de informação para gestão, controlo de maquinaria e maquinaria elétrica, dispositivos e energia. A Novadelta-Comércio e Indústria de Cafés e a Universidade de Évora foram as duas entidades que apresentaram um maior número de pedidos de patentes.

“A utilização de patentes é essencial para tornar as empresas portuguesas mais competitivas e é um pré-requisito para a criação de empregos. É particularmente admirável a contribuição das universidades portuguesas e das instituições de investigação para o aumento dos pedidos de patente”, acrescenta António Campinos.

Em termos de zonas geográficas de onde são originários os pedidos, o Norte continua a dominar, representando 46% do total de pedidos, seguido por Lisboa e pelo Centro.

No total, o Instituto Europeu de Patentes recebeu 181 mil pedidos em 2019, mais 4% que no ano anterior. Perto de metade dos pedidos (45%) foram oriundos de Estados membros e os restantes de outras geografias, como EUA, Japão, China e Coreia do Sul.

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