Portugal com todas as linhas de comboio eletrificadas até 2030

Estado vai investir perto de mil milhões de euros para que comboios elétricos possam circular em todas as linhas ferroviárias portuguesas.

Portugal vai ter todas as linhas de comboio eletrificadas até ao final desta década. A proposta consta do programa de investimentos para 2030 (PNI2030) e implica um investimento público próximo dos mil milhões de euros nos próximos 10 anos. O PNI2030 foi apresentado esta quinta-feira no auditório do LNEC - Laboratório Nacional de Engenharia Civil, em Lisboa.

Todas as linhas para serviço de passageiros ficarão prontas para receber comboios elétricos até 2025. No caso das mercadorias, estes trabalhos estarão concluídos até 2030. A conclusão da eletrificação da rede ferroviária nacional será feita de norte a sul do país e está dividida em três 'fatias'.

A maior fatia do orçamento para a eletrificação conta com 740 milhões de euros. Vai permitir a circulação de comboios elétricos entre Régua e Pocinho (linha do Douro); Caldas da Rainha-Louriçal (linha do Oeste). Será ainda estudada a eletrificação de toda a linha do Leste, que deverá ficar concluída até 2030.

Existe também um projeto de 230 milhões de euros para a modernização das ligações ferroviárias a Beja e a Faro. Nesta medida, está incluída a eletrificação do troço da linha do Alentejo entre as estações de Casa Branca e de Beja.

O PNI2030 inclui também 100 milhões de euros para requalificar a linha do Vouga. O percurso entre Espinho e Aveiro vai manter a bitola métrica (a largura entre carris mais estreita da rede ferroviária nacional) mas terá corrente elétrica. A opção pela bitola métrica vai permitir "manter e desenvolver a atividade de turismo
ferroviário, com a circulação de comboios históricos nesta linha e a valorização do património ferroviário", refere a ficha de investimento.

O PNI2030 prevê perto de 43 mil milhões de euros de investimentos em Portugal nos próximos 10 anos.

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