Energia

Portugal e Espanha querem metas vinculativas para interligações energéticas

. Foto: Telmo Miller
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Secretário de Estado da Energia diz que "é impossível" defender livre circulação de pessoas, mercadorias e capitais sem a livre circulação de energia.

Portugal e Espanha, que constituem uma “ilha energética”, juntaram-se hoje no conselho de ministros da Energia da União Europeia (UE) para alertar Bruxelas para a importância de fixar metas vinculativas para as interligações energéticas.

O secretário de Estado da Energia, Jorge Seguro Sanches, defendeu que “é impossível defender uma Europa de livre circulação de pessoas, mercadorias e capitais que não contemple a livre circulação de energia, dando-lhe condições de competitividade em todo o espaço da UE”.

“É nesse contexto que Portugal defende as interligações energéticas, como infraestruturas essenciais para o desenvolvimento do mercado interno de energia a nível europeu, assegurando o aprovisionamento energético, a melhoria do funcionamento dos sistemas energéticos, o aumento da concorrência e a estabilidade nos mercados de energia e o cumprimento das metas de energia e clima a nível da UE”, declarou o governante português.

Na sua intervenção no Conselho de Energia, a decorrer hoje em Luxemburgo, Jorge Seguro Sanches salientou que “a Península Ibérica enfrenta constrangimentos inaceitáveis no transporte de eletricidade e também de gás, que urge ultrapassar, pois prejudicam gravemente o bom funcionamento do mercado de energia europeu e o espírito europeu, colocando igualmente em causa a segurança do abastecimento de toda a União”.

Portugal tem vindo a reforçar as ligações elétricas com a Espanha, sendo o objetivo poder vender eletricidade gerada através de fontes renováveis (eólica e hídrica) ao resto da Europa.

Já o ministro espanhol da Energia, Álvaro Nadal, lamentou que as interligações elétricas não estejam ao mesmo nível dos outros objetivos do setor energético, sublinhando, que sem esse investimento, “o mercado energético da UE é pura imaginação”.

O governante espanhol acrescentou que as “ilhas energéticas” incorrem em “mais custos” para alcançar os objetivos gerais relativos à política energética.

Os chefes de Estado da UE fixaram a meta das interligações elétricas em 10% em 2020 e 15% em 2030, valores que Portugal e Espanha querem que sejam vinculativos.

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