Famalicão agroalimentar

Portugal e Reino Unido rendem-se à jovem Yogan

Martinha Costa, fundadora da Yogan. Fotografia: Paulo Jorge Magalhães/Global Imagens
Martinha Costa, fundadora da Yogan. Fotografia: Paulo Jorge Magalhães/Global Imagens

Em Famalicão, coração da indústria têxtil, pulsa um ADN empreendedor. Entre os negócios inovadores identificámos 4 do agroalimentar. Eis um dos casos

Chama-se Martinha Costa, tem 30 anos, e um negócio de produtos alimentares à base de amêndoa que conquistou em Portugal cadeias como o Celeiro, a Go Natural, Continente ou Jumbo, e diversas lojas de artigos biológicos e saudáveis. Não se ficou por aqui. A jovem que criou a Yogan assegurou a venda dos seus queijos e manteigas em mais de 50 lojas no Reino Unido e assume que já tem um longo namoro com mercados como a Suécia e a Dinamarca.

Esta empreendedora não tem ilusões: “O foco em Portugal é muito importante, mas é um mercado pequeno, e nós não conseguimos sobreviver só com as vendas no país”. Este ano, a startup de Famalicão deverá faturar 130 mil euros, com metade a ser assegurado no Reino Unido. E nasceu há apenas cinco anos.

Foi na cozinha de Martinha Costa que a Yogan viu a luz do dia. A jovem empreendedora produzia para consumo próprio queijo e manteiga, elegendo a amêndoa e o azeite como reis das matérias primas para alimentos alternativos aos laticínios. “Sempre me preocupei com a saúde e em comer produtos saudáveis, mas o que encontrava no mercado tinha farinhas e sabores adicionados”, conta. Pôs mãos à obra e transformou o savoir faire doméstico em negócio. Havia que dar ao consumidor um produto realmente saudável. Em 2015, tinha a Yogan no mercado.

O “empurrãozinho ideal” foi ter ganho o concurso de empreendedorismo “Acredita Portugal”, na categoria Comércio e Serviços. O prémio eram serviços de marketing e contabilidade, que permitiram à Yogan chegar ao Facebook e garantir os primeiros clientes. Por essa altura, Martinha Costa trabalhava numa empresa de peças para a aeronáutica, onde exercia funções como engenheira industrial, e os fins de semana eram passados na cozinha. “Ou se faz bem ou não se faz”, explica, categórica. Mudou de rumo: despediu-se para levar para a frente a Yogan.

Martinha Costa conta hoje com o apoio de duas funcionárias na área da produção e ocupa-se mais com a vertente comercial do negócio. A jovem empresária já tem os produtos Yogan em 100 lojas do país, marca presença em feiras internacionais e vai fortalecendo os contactos internacionais com os mercados escandinavos, Alemanha e Luxemburgo, onde tem clientes pontuais.

Em simultâneo, estuda a introdução de novos variedades de queijos e manteigas, a mudança de instalações fabris para aumentar a produção e a abolição total do plástico nas embalagens.

Martinha Costa tem outra ambição: democratizar o acesso aos seus produtos. “É uma obrigação”, diz. A descida do IVA de 23% para 6%, a taxa atual das bebidas vegetais, seria um empurrão.

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